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Pescadores enfrentam dificuldades para fazer oferendas

 

Luan Santos | Sáb, 17/01/2015 às 09:02

 

Fernando Amorim | Ag. A TARDE Presentes são deixados por devotos no interior da Casa do peso, no Rio Vermelho
Fernando Amorim | Ag. A TARDE
Presentes são deixados por devotos no interior da Casa do peso, no Rio Vermelho

O clima de festa começa a tomar conta do Rio Vermelho com os preparativos para a  celebração a Iemanjá, em 2 de fevereiro. Mas a 16 dias do evento, que costuma atrair  milhares de pessoas, a colônia de pesca Z1 (Rio Vermelho) enfrenta dificuldades para preparar as oferendas à rainha do mar.

O motivo, segundo o presidente Marcos Santos Souza – conhecido como Branco -, é que os recursos para a confecção dos presentes só são repassados pela Saltur (Empresa Salvador Turismo) após os festejos.

Com isso, a verba para pagar os custos de produção das oferendas tem que sair da própria colônia. “Não temos muitos recursos, mas apertamos daqui e dali e conseguimos pagar”, diz.

Conforme Souza,  o orçamento para este ano foi de R$ 103 mil. “Temos que dar  ‘pinotes’ para fazer [a festa] acontecer. Se pelo menos parte dos recursos fosse antecipada,  ajudaria bastante”, afirma.

Ele ressalta que, após a festa, a prefeitura sempre repassa o dinheiro. “Isso pelo menos é garantido. Todos os anos, pagam uns 30 dias depois”, conta.

A TARDE entrou em contato com a assessoria da Saltur para saber o motivo de o repasse só ser feito depois, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Por outro lado,  Marcos Souza tranquiliza os fiéis e garante que a rainha do mar terá belas oferendas, apesar das dificuldades financeiras. Cerca de 700 balaios de presentes serão levados ao mar para Iemanjá no próximo dia 2, informa.

Além disso,  cerca de 300 embarcações, de vários tamanhos e modalidades, vão participar dos festejos. “É a única festa popular da Bahia que só cresce a cada ano. As outras estão perdendo a identidade, mas temos o cuidado de não deixar que esta se descaracterize”, afirma.

“Para as festas populares, o poder público não precisa fazer projetos, pois o povo faz isso espontaneamente. Tudo que precisa  é dar apoio à realização. A falta de amparo dificulta”, alfineta ele.

 

Trânsito

A Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) já programou as alterações no tráfego para a realização da festa.

A circulação e o estacionamento de veículos serão proibidos em nove vias: Tv. Prudente de Moraes, largos de Santana e da Mariquita,  ruas da Paciência, Guedes Cabral, Borges dos Reis, Almerinda Dutra, João Gomes e Conselheiro Pedro Luiz.

As ruas Marquês de Monte Santo (entre a rua Dr. Antônio Queiroz Muniz e a R. Odilon Santos) e Odilon Santos (entre a Marquês de Monte Santo e a Monte Conselho) terão sentido duplo. Serão instaladas barreiras fixas em 13 pontos do bairro a partir das 4h de 2 de fevereiro.

A Transalvador ressalta que os moradores poderão ter acesso às vias interditadas mediante comprovação de endereço, com contas de água ou luz.

 

 

Extraído do site do Jornal A Tarde
http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1653308-pescadores-enfrentam-dificuldades-para-fazer-oferendas-premium

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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