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Plano para cultura afro-brasileira começa a ser elaborado

Documento prevê reconhecimento e valorização das manifestações culturais e artísticas negras no País como patrimônio nacional

Gestão Cultural

por Portal Brasil – Publicado: 14/04/2014 17:42 – Última modificação: 14/04/2014 17:42

 

Nos dias 14 e 15 de abril, o Grupo de Trabalho do Colegiado Setorial de Cultura Afro-Brasileira se reunirá no auditório da Fundação Cultural Palmares, em Brasília (DF), para debater as estratégias de construção do Plano Setorial para a Cultura Afro-brasileira. É mais um passo para o reconhecimento e a valorização das manifestações culturais e artísticas negras brasileiras como patrimônios nacionais.

A construção do Plano Setorial para a Cultura Afro-brasileira, que está respaldada no cumprimento da meta de número 46 do Plano Nacional de Cultura (PNC), será coordenada pela Fundação Palmares, e terá como primeira etapa a definição dos seus eixos de atuação, bem como metas e ações, que deverão, após aprovação, orientar a elaboração e implementação de políticas públicas para a cultura afro-brasileira.

Primeiro encontro

Um dos principais objetivos desta primeira reunião é discutir a estratégia de ampliação dos debates para a construção do Plano. De acordo com o diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da FCP-MinC, Lindivaldo Júnior, a participação de todos os agentes da cultura negra é importante. “Somente conhecendo as ideias e necessidades de quem faz a cultura afro-brasileira é que poderemos criar um Plano que atenda a todos e seja verdadeiramente democrática”, pontua.

“É importante estudarmos e entendermos as metas do PNC e suas interfaces para que possamos construir um Plano que contenha metas factíveis, e ao mesmo tempo, possa dialogar com os outros planos setoriais para que seja efetivado também nos planos municipais e estaduais”, afirma.

Foco no patrimônio afro-brasileiro

Para o diretor da FCP-MinC, existe atualmente um esforço brasileiro na consolidação das políticas de ações afirmativas e, segundo ele, esse é o momento ideal para a criação de um instrumento focado na promoção, no fomento e na preservação do patrimônio cultural afro brasileiro.

“É nosso dever consolidar políticas públicas que valorizem e reconheçam a cultura afro-brasileira e suas contribuições históricas para a formação da cultura brasileira”, aponta. “Mas, para que isso aconteça, é necessário estimular o debate e a reflexão buscando nessas referências as bases para um plano construído de forma democrática e inclusiva”, analisa o diretor.

Próximas etapas

As próximas etapas envolvem reuniões e debates de caráter nacional que estimulem a sociedade a refletir sobre a importância do Plano para a cultura nacional. “O plano será o norteador da política de cultura afro-brasileira e, o seu ponto mais forte, é que ele está sendo feito em parceria com as lideranças escolhidas pela sociedade para tal”, argumenta Lindivaldo Júnior. “Para nós, o mais importante é alcançar o máximo de contribuição de todos os municípios, para que quando o documento final seja aprovado, todos se sintam contemplados”, afirma.

Fonte:

Fundação Cultural Palmares

Extraído do Site Portal Brasil

http://www.brasil.gov.br/cultura/2014/04/plano-para-cultura-afro-brasileira-comeca-a-ser-elaborado 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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