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Polícia aposta em queima de arquivo

EDUARDO VELOZO FUCCIA
13/05/2015 - 09:31 - Atualizado em 13/05/2015 - 09:35  
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Jean Carlos foi encontrado morto a facadas
Logo após sair do prédio onde residia com a mãe, de 97 anos, que faleceu em 2 de dezembro, Ênio dirigiu o carro ao Centro de Santos, onde supostamente embarcou Jean Carlos Felipe Ferreira do Nascimento, de 25 anos. Peça-chave para esclarecer a morte do idoso, o rapaz foi assassinado com diversas facadas, só aumentando o mistério do caso.Na ocasião em que foi visto pela última vez, Ênio dirigia o Voyage branco, ano 2013, de placa FJE-5816. O automóvel tinha um sistema de monitoramento por via satélite e a equipe do delegado Cruz levantou o último percurso feito, até o equipamento ser desligado no dia seguinte, em Praia Grande. Até hoje, o veículo não foi encontrado. O delegado Jorge Cruz e o investigador Marcelo Mendes não têm dúvidas de que Jean foi assassinado em uma “queima de arquivo”. Para eles, se não participou direta ou indiretamente do latrocínio de Ênio, o rapaz sabia demais e o seu homicídio foi o expediente do qual se valeram outros criminosos para garantir o seu silêncio. O sistema de rastreamento também acusou que, depois de passar pelo Centro de Santos, o Voyage transitou pela Alemoa e se dirigiu à Favela Mangue Seco. Namorada e pai de santo Nas imediações deste local, mora uma namorada de Jean, que teria ido com o rapaz, ainda na noite de 2 de setembro de 2014, até a casa de um pai de santo em Itanhaém. Conforme o monitoramento do carro, ele realmente passou por Itanhaém e depois retornou, ingressando no dia seguinte em um shopping automotivo de Praia Grande. A partir daí, não se sabe o destino do Voyage, porque o rastreador foi desativado. Na manhã de 6 de outubro de 2014, Jean Carlos foi encontrado morto na praia do Jardim Santa Cruz, em Itanhaém, que é quase deserta. Em linha reta, o local fica a cerca de 1,5 quilômetro de distância da casa do pai de santo, segundo informou Mendes, sem revelar mais detalhes para não prejudicar as investigações. Os policiais do 3º DP de Santos já tinham apurado que Jean Carlos estivera com o aposentado na noite em que ele sumiu e tentavam detê-lo para elucidar o até então desaparecimento. No entanto, o homicídio do rapaz frustrou ou, pelo menos, retardou esse objetivo. O jovem possuía passagens por furto e roubo.   Extraído do site do Jornal A Tribuna / Salvador – BA http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/policia/policia-aposta-em-queima-de-arquivo/?cHash=9caca0ed5d44d3268eaf84ed36947717

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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