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Polícia apura destruição de centro de candomblé em Valparaíso de Goiás

Responsável viajou e, na volta, encontrou imóvel totalmente demolido.
Delegado diz que suspeita é que crime ocorreu por intolerância religiosa.

Do G1 GO

12/03/2016 09h51 – Atualizado em 12/03/2016 09h51

 

 

http://g1.globo.com/goias/videos/v/policia-apura-destruicao-de-centro-de-candomble-em-valparaiso-de-goias/4878236/

 

A Polícia Civil investiga a destruição de um centro de candomblé em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A dona do imóvel e responsável pelas atividades do grupo, Noemi Ferreira, diz que viajou e quando voltou encontrou apenas os escombros. De acordo com o delegado Pedro Trajano, responsável pelo caso, a suspeita é que a motivação do crime seja intolerância religiosa.

“A gente está tentando localizar algumas testemunhas, vizinhos e até imagens de câmeras de segurança da região para tentar descobrir quem são os suspeitos. Se ficar comprovado que o dolo ocorreu em função do aspecto religioso, a pessoa vai responder já pelo crime de racismo”, afirmou o investigador.

Noemi está revoltada com destruição de centro de candomblé (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Noemi está revoltada com destruição de centro
de candomblé (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Noemi conta que o centro de candomblé existia há 15 anos no Parque Esplanada I. Ele funcionava no mesmo imóvel em que ela morava com a família. Foi ó quando voltou de uma viagem, na última segunda-feira (7), que ela encontrou a casa completamente destruída, os móveis deixados ao lado no terreno e um bilhete no qual o grupo pedia que ela entrasse em contato por um número telefônico.

“É uma sensação de perda. Estou com o meu emocional abalado, pois causou danos materiais, mas também espirituais. Já estamos aqui há 15 anos, com muita batalha, e esse é o meu suor, a minha religião, a minha fé. Essa luta foi toda da minha família, dos meus filhos. Nada aqui foi doado por ninguém, a não ser por nós, integrantes da família, que lutamos para construir o centro”, afirmou Noemi.

Ela diz que nenhum objeto, móvel ou eletrodoméstico foi roubado, apenas destruíram o teto e paredes da casa.  Agora ela conta com a ajuda de amigos para ter onde ficar e guardar o que lhe restou. “Você vê pessoas estranhas invadir seu espaço, quebrar aquilo que você acredita, isso não é justo”, destacou ela, revoltada.

Imóvel onde funcionava centro de candomblé foi totalmente destruído (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Imóvel onde funcionava centro de candomblé foi totalmente destruído (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

 

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Extraído do portal de notícias G1 / Goiás
http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/03/policia-apura-destruicao-de-centro-de-candomble-em-valparaiso-de-goias.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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