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Polícia descarta crime de intolerância religiosa em escola do Grajaú

Estudante da Rede Municipal diz que foi impedido de entrar na unidade por usar guias de candomblé

O DIA | 24/10/2014 18:14:58 – Atualizada às 24/10/2014 18:28:56

 

Rio – A Polícia Civil do Rio concluiu, nesta sexta-feira, a investigação de uma suposta intolerância religiosa na Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, Zona Norte do Rio, e inocentou a diretora da unidade – Cinthya Purper Freitas – de ter cometido o crime . De acordo com a denúncia, um aluno foi barrado na unidade por usar guias de candomblé. O inquérito, instaurado pela 20ª DP (Vila Isabel), ainda será encaminhado ao Ministério Público do Rio, na próxima semana.

 

O estudante, de 12 anos, tem que usar a guia de candomblé como parte de sua iniciação religiosa. Ele teve que deixar de ir às aulas durante um mês, segundo contou sua mãe Foto:  José Pedro Monteiro / Agência O Dia
O estudante, de 12 anos, tem que usar a guia de candomblé como parte de sua iniciação religiosa. Ele teve que deixar de ir às aulas durante um mês, segundo contou sua mãe
Foto:  José Pedro Monteiro / Agência O Dia

Segundo a Polícia Civil, as testemunhas informaram, em depoimento, que a diretora pediu que o aluno retirasse o boné, em respeito às regras da escola, mas ele – de acordo com testemunhas – se recusou. Ainda de acordo com a polícia, o delegado titular da 20ª DP, Herald Espinola, que presidiu o inquérito, não considerou ter havido intolerância religiosa.

Grupo realiza ato contra intolerância religiosa em frente à escola 

Relembre o caso

A denúncia da mãe do aluno X., de 12 anos, foi feita em setembro. Segundo ela, o estudante teve que trocar de escola depois de ter sido impedido de frequentar as aulas por usar guias de candomblé sob o uniforme. X. havia adotado a religião este ano, e, como parte de sua iniciação, tinha que usar as guias durante três meses. Mas, segundo sua família, a diretora teria proibido o menino de entrar na unidade.

X. já não ia à Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, há mais de um mês. Isto ocorria, segundo afirma a mãe dele, Rita de Cássia, porque a diretora havia avisado que não permitiria a presença dele usando guias ou quaisquer outros trajes característicos do candomblé.

De acordo com o relato da mãe do aluno, no dia 25 de agosto, o menino tentou voltar a frequentar as aulas, mas teria sido impedido, segundo a família. Com as guias por baixo da camisa do uniforme, além de bermuda e boné brancos, ele teria sido proibido de entrar na escola pela diretora. A alegação dela, segundo a família, foi de que X. estava usando roupas fora do padrão adequado.

O caso teve grande repercussão, e o prefeito Eduardo Paes chegou a se desculpar para a família do aluno. Uma sindicância também foi aberta  para apurar o caso, e, segundo a Secretaria Municipal de Educação, ainda não foi concluída.

 

Extraído do site do Jornal O Dia/IG

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-10-24/policia-descarta-crime-de-intolerancia-religiosa-em-escola-do-grajau.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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