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Polícia do Rio terá aplicativo que ensina a lidar com minorias

Ferramenta será um ‘guia de bolso’ com informações sobre como abordar LGBTs, mulheres, crianças, idosos e vítimas de discriminação religiosa e racial

Por Da Redação

Publicado em – 8 nov 2017, 15h25

O programa é fruto de um projeto de desenvolvimento e aprimoramento da atuação de policiais que vem sendo discutido desde junho deste ano (Antonio Lacerda/EFE/VEJA/VEJA)

Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio De Janeiro (SESG) está desenvolvendo um aplicativo com o objetivo de melhorar a qualidade de ação e atendimento de policiais a minorias e grupos vulneráveis em delegacias da capital. Segundo a secretaria, o objetivo é evitar que a pessoa, vítima de violência, tenha qualquer novo sofrimento com a abordagem dos policiais.

O aplicativo será utilizado por policias militares e civis e guardas municipais. A intenção é que ele funcione como um “guia de bolso”, com um passo a passo do protocolo de como abordar determinadas ocorrências e atender a grupos como LGBTs, mulheres, crianças e adolescentes, idosos, vítimas de intolerância religiosa e de discriminação racial. Caso aja dúvida por parte do policial, ele precisará somente consultar o aplicativo. “Não existiam protocolos para todas essas abordagens, a iniciativa nasceu dessa necessidade de se adaptar com a realidade da sociedade brasileira”, diz Helena de Rezende, subsecretária de educação e prevenção da SESG. Além do aplicativo, os policiais passarão por novos treinamentos que incluirão cursos à distância.

O programa é fruto de um projeto de desenvolvimento e aprimoramento da atuação de policiais que vem sendo discutido desde junho no Rio. Além de contar com a atuação da sociedade civil, contou com o envolvimento de órgãos públicos como a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e órgãos internacionais como a Unicef.

Um projeto piloto da iniciativa deverá ser entregue aos policiais até o final deste ano. Por enquanto, somente o 9° e 10 Distritos Policiais, 2° Batalhão da Polícia Militar e guardas municipais destas regiões da capital carioca receberão o aplicativo na fase-teste. O projeto tem como objetivo a utilização do aplicativo em todo o estado do Rio de Janeiro.

 

Extraído do site da Revista Veja / São Paulo – SP
Polícia do Rio terá aplicativo que ensina a lidar com minorias

 

 

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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