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Polícia hasteia bandeira em terreiro na Federação

Luan Santos | Sáb, 16/08/2014 às 18:05 | Atualizado em: 16/08/2014 às 18:10

Luciano da Matta | Ag. A TARDE   Evento reafirmou a importância cultural da instituição
Luciano da Matta | Ag. A TARDE
Evento reafirmou a importância cultural da instituição

Cerca de mil pessoas participaram neste sábado, 16, da cerimônia de hasteamento das bandeiras do Brasil e da Bahia, por oficiais da Polícia Militar, na Casa de Oxumarê, na Federação. O evento é considerado um marco para o candomblé, pois foi a primeira vez que a Polícia Militar participou de uma cerimônia oficial em um terreiro.

A solenidade integra as ações que reconhecem o terreiro como patrimônio nacional. Para o babalorixá do terreiro, Silvanilton Encarnação da Mata, o Baba Pecê, a cerimônia representa um ato simbólico de reparação. “Antes, a polícia invadia os terreiros a mando do Estado, cerimônias eram interrompidas e atabaques eram furados”, conta.

“Essa solenidade representa, além de um ato de reparação, um avanço contra a intolerância religiosa e o preconceito. Nós não somos folclore, nossa fé é real”, ressalta o babalorixá. Depois do hasteamento de bandeiras, os participantes cantaram o hino da casa. Em seguida, foi servido um café da manhã.

O major PM Paulo Peixoto afirma que as invasões a terreiros foram mais fortes nas décadas de 20 e 30 do século passado. Mas ele conta que  o quadro mudou ao longo do tempo.

Conscientização

“Em 2005, a PM criou o Nafro (Núcleo de Religiões de Matriz Africana) e hoje o núcleo tem contato direito com os terreiros, levando mais segurança para estes espaços”, afirma o major.

Valdina Pinto de Oliveira, mais conhecida como Makota Valdina, do terreiro Tanuri Junsara, conta que a cerimônia representa uma conquista não apenas para a Casa de Oxumarê, mas para toda a comunidade do candomblé. “É um momento histórico, uma reparação para toda a perseguição que tivemos no passado”, afirma.

O chefe de Gabinete da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Ataíde Oliveira, diz que o ato marca o rompimento de barreiras que se estabeleceram por séculos.

 

Extraído do Portal A Tarde

http://atarde.uol.com.br/bahia/noticias/policia-hasteia-bandeira-em-terreiro-na-federacao-1614929

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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