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Polícia investiga incêndio que destruiu terreiro de matriz africana no Cabo de Santo Agostinho

O barracão mais antigo de candomblé da cidade pegou fogo na última terça-feira (26) e a polícia civil aponta que o incêndio pode ter sido criminoso

Publicado em 29/07/2016, às 15:18

 

Rádio Jornal

Foto: Douglas Hanubis / Divulgação
Foto: Douglas Hanubis / Divulgação

Funcionando há mais de 20 anos no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, o terreiro de matriz africana Ilê Axé Ofá Loxé está de portas fechadas. O barracão mais antigo de candomblé da cidade pegou fogo na última terça-feira (26) e a polícia civil aponta que o incêndio pode ter sido criminoso.

De acordo com testemunhas, as chamas começaram por volta das 21h30, numa fogueira montada no centro do terreiro, onde foram colocados objetos e imagens de barro usados nas celebrações. O pai de santo Douglas de Oya Quere diz que não tem inimigos, mas desconfia que o incêndio tenha sido provocado por intolerância religiosa.

Além da destruição provocada pelas chamas, foram levados do terreiro instrumentos musicais, eletrônicos, objetos de cozinha, fogão, geladeira e freezer. Segundo o pai de santo, aos poucos o espaço vai voltar a ser erguer com apoio dos amigos.

A delegacia do Cabo de Santo Agostinho está responsável pelo caso. Uma perícia deve ser feira no local na próxima semana.

 

Extraído do site do Rádio Jornal Pernambuco / Recife – PE
http://radiojornal.ne10.uol.com.br/noticia/2016/07/29/policia-investiga-incendio-que-destruiu-terreiro-de-matriz-africana-no-cabo-de-santo-agostinho-48147

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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