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Polónia volta a permitir abate ritual de animais para judeus e muçulmanos

A prática, exigida pelas leis religiosas judaicas e muçulmanas, estava efectivamente banida desde 1 de Janeiro de 2013.

  11-12-2014 13:56 por Filipe d’Avillez   Um tribunal da Polónia considerou inconstitucional a lei que proibia, desde 1 de Janeiro de 2013, o abate de animais para consumo de acordo com as regras alimentares judaicas e muçulmanas. A decisão representa uma vitória para as respectivas comunidades e para a liberdade religiosa em geral. A Igreja Católica, maioritária na Polónia, também tinha contestado a lei e defendido o direito de judeus e muçulmanos poderem continuar a abater animais para consumo segundo as suas normas religiosas. A questão está ligada às normas da União Europeia que regulamentam o abate de animais para consumo. Segundo estas normas, os animais devem estar inconscientes quando são abatidos, para isso devem ser atordoados antes de mortos. Mas, de acordo com as normas religiosas de judeus e muçulmanos, um animal tem de estar consciente pelo que o atordoamento anterior torna a carne imprópria para consumo. A maioria dos países da União Europeia, incluindo Portugal, abrem excepções para comunidades religiosas, mas na Polónia essa excepção foi considerada inconstitucional, pelo que a partir de 1 de Janeiro de 2013 a prática tornou-se efectivamente ilegal. O Governo prometeu intervir e tentou passar uma lei que autorizava explicitamente o abate ritual, mas a proposta foi chumbada.  A questão parece ficar resolvida com esta mais recente decisão do tribunal constitucional, aprovada por maioria de cinco juízes, em nove. Polémica em vários países A decisão foi bem recebida pelas autoridades judaicas do país e da Europa. O rabino Menachem Margolin, director da Associação Judaica da Europa, falou em alívio por se ter evitado "um precedente perigoso, que teria afectado todos os judeus da Europa", citado pela revista judaica americana "The Forward". O abate ritual de animais para consumo tem estado no centro de polémica em vários países, por alegada crueldade para com os animais. Alguns países nórdicos proíbem a prática e a Holanda chegou a proibir, mas depois voltou atrás. Noutros países é a circuncisão masculina, obrigatória para judeus e muçulmanos, que tem sido contestada, uma tendência que preocupa os defensores da liberdade religiosa.     Extraído literalmente do site da rádio portuguesa Renascença http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=171632  

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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