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Ponte Estaiada recebe exposição Xirè dos Orixás

O objetivo maior é expandir o diálogo sobre as religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé

12/08/2016 07:21h

 

A intolerância religiosa e racial ainda são práticas recorrentes na sociedade brasileira, na maioria das vezes explicitada a partir da utilização de determinada vestimenta. Como uma forma de combater o preconceito e apresentar a riqueza cultural das religiões de matriz africana, será aberta no dia 18 de agosto, na Ponte Estaiada, a exposição “Xirè dos Orixás”, que traz uma mostra dos trajes usados pela Umbanda e Candomblé.

A exposição, que tem como organizadoras as professoras L’Hosana Tavares e Francisca Verônica Cavalcante, é fruto da pesquisa “Roupas de Santo: marcadores identitários das religiões afro-brasileiras” em desenvolvimento dentro do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A mostra deve permanecer no local durante o restante do mês.

O objetivo é expandir o discurso sobre as religiões afro- -brasileiras, revelando a simbologia das “roupas de santo” empregadas em rituais da Umbanda e do Candomblé. São levadas a exposição vestimentas usadas tanto usadas pelos filhos e filhas de santo dentro dos terreiros para os afazeres cerimoniais (chamadas roupas de ração) como as usadas durante as festas e rituais, além das roupas específicas de cada orixá.

 

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A construção das vestes a serem apresentadas são reproduções das originais encontradas nos terreiros Ilè Oyá Tade e Ilè Asè Oloomi Wura, ambos de Teresina. Ao todo, 20 bonecos paramentados, compõe a exposição, sendo 16 deles a representação das roupas dos orixás mais cultuados no Brasil. Durante a pesquisa de campo foram realizadas entrevistas com os sujeitos dos espaços religiosos e coletas visuais para construção das miniaturas.

A exposição “Xirè dos Orixás” faz parte de uma programação que também inclui outras referências à cultura afro-brasileira. O espaço da Ponte Estaiada deve receber ainda uma exposição de artesanato afro, de instrumentos utilizados em rituais de religiões afro-brasileiras. Também haverá a apresentação de um grupo de maculelê, uma dança folclórica de origem afro-brasileira e indígena, carregada de forte expressão teatral, feita ao ritmo de atabaques e ao som de cânticos.

O complexo da Ponte Estaiada sediará ainda uma mostra fotográfica de edições do evento Cultura Negra Estaiada na Ponte, que chama atenção justamente para a intolerância religiosa e racial.

Por: Yuri Ribeiro – Jornal O Dia

 

Extraído do site do portal o dia / Teresina – PI
http://www.portalodia.com/noticias/piaui/ponte-estaiada-recebe-exposicao-xire-dos-orixas-279440.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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