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Porta-bandeira Squel fez ritual para dar corpo a uma filha de santo

12/02/2016 às 13h00 • atualizado em 12/02/2016 às 13h07

 

2016-887164076-201602090752110467_20160209-310x245Imagem emblemática da vitória da Mangueira, Squel viveu um verdadeiro ritual para dar corpo a uma filha de santo na Avenida. Vaidosa, a porta-bandeira abriu mão do megahair e cortou os cabelos três dedos acima dos ombros. Tudo em nome da imagem mais fiel de uma iaô do candomblé.

Nos rituais afro, os iniciados passam por um retiro espiritual de 21 dias. Depois do período de recolhimento, acontece a primeira aparição pública do iaô, o filho de santo recém-iniciado (esse nome perdura até completar 7 anos da feitura).

— A careca simboliza um renascimento, é como um bebê, que ainda não tem a proteção dos cabelos. E a pintura é feita na cor do orixá, no caso, o branco, é a cor de Oxalá. É o momento em que a iaô é trazida para a sala, em sua primeira saída pública. O orixá incorpora na iaô pula, gira e solta o grito em iorubá, anunciando seu nome — explica o pesquisador de cultos afro e babalorixá Pai Paulo de Oxalá.

Squel ficou feliz pela repercussão do trabalho em páginas de umbanda e candomblé.

— Esse figurino foi um presente que recebi do Leandro. É um simbolismo muito bonito, uma honra pela pureza que ela representa. A Mangueira trouxe a religião católica, o candomblé, todo mundo junto e foi tão lindo. Mostra que todos podem conviver muito bem — defende a porta-bandeira, que se preparou por por cinco horas.

O responsável pela caracterização foi Kiko Alves:

— Ele ficou até as 8h30m para remover a peruca

extra.globo.com

 

 

Extraído do site de notícias Mais PB / João Pessoa – PB
http://www.maispb.com.br/159598/porta-bandeira-squel-fez-ritual-para-dar-corpo-uma-filha-de-santo-na-mangueira.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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