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PRÉ-CONCEITO RELIGIOSO, ATÉ QUANDO?

Adriano T´Ogun Adjolá

Inicialmente quero deixar claro que este texto não pretensão alguma de criticar, ad1denegrir, sugestionar ou alfinetar ninguém. Nas ultimas semanas que se antecederam ao fim do mês de Fevereiro, uma grande Rede Social, neste ato o Facebook e em específico, cito o grupo PÉROLAS DA MACUMBA, com mais de 20 mil seguidores, que foi palco de postagens que me deixou extremamente triste, assim como os sacerdotes e sacerdotisas aqui do Rio Grande do Sul que ficaram revoltados, e isto é FATO. Todos nós Orixaítas (cultuadores de Orixá) sabemos que para os ad2Orixás não existe cor, raça, orientação e gênero sexual, entretanto temos nos tornado alvos de adeptos do Candomblé das Regiões Norte, Nordeste, Sudoeste com citações homofóbicas e pejorativas ao nosso culto aqui no Rio Grande do Sul. ad3Ora sabemos que descendemos de um povo negro escravizado que com sua garra, forca e principalmente UNIÃO, se libertou da escravatura e no decorrer dos anos conquistaram e conquistam seu espaço, e para tanto basta observarmos o crescimento deste povo nos setores econômico, presidenciais, midiáticos, jurídicos e assim por diante, então partindo deste principio me surge algumas questões: Como nós cultuadores sejam candomblecistas ou Nagôs afro sul, queremos ter nosso espaço reconhecido se nós mesmos e entre nós mesmos denegrimos nossa própria imagem? Como iremos mostrar aos evangélicos que tanto querem nos redimir e dizimar, que somos um povo unido? Por que partindo do MITO e em pleno século XXI ainda existe este tipo de pré-conceito homofóbico dentro das religiões afro-brasileiras em que 70% são homossexuais, bissexuais e transgêneros? Por que pessoas desinformadas e adeptos sem doutrina acreditam que um homem não pode ser escolhido por um Orixá feminino ou vice e versa? Quem criou a teoria de que para ser ter Fé e ter seus pedidos atendidos pelos Orixás é necessário ter uma orientação sexual cimentada por uma sociedade medíocre e hipócrita? A VERDADE é uma só, e não existe o certo e tampouco o errado, a fé esta intimamente interligada com o "EU" interior. ad5 Não julguemos o próximo, pois perante Olúdùmarè somos todos iguais, somos um povo só. Bom asé!   ad4 Sou Pai Adriano T’ Ogum Adjolà, cultuador de Òrìsá desde 2003, iniciado por Pai Jackie T’ Osun Ademun e após feito pela Iyalorixá Tais T’ Xapanã, a qual me concedeu meus Oyès e minha ordenação como Babalorixá.

About The Author

Sou Pai Adriano T’ Ogun Adjolá - Cultuador de Orìsà desde 1993, nação Nagô-Afrosul pela vertente de Cabinda, em Porto Alegre/Rio Grande do Sul. Filho da Yalorisà Tais de Xapanã Jobiteìú. Telefone de Contato: (51) 9339-3868 – (51) 8574-4305

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