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“Animafro” abre série de curtas de animação sobre mitos da cultura afro-brasileira

Pré-estreia do filme de Célia Harumi Seki será nesta sexta-feira (18), no MIS Campinas, às 20h. A entrada é gratuita

 14 de Dezembro de 2015

 

animafro-foto“Animafro”, o mais novo trabalho da produtora audiovisual Célia Harumi Seki, que celebra a cultura afro-brasileira através da técnica da animação quadro a quadro (stop motion), terá pré-estreia no Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas, nesta sexta-feira (18), às 20h. A entrada é gratuita.

filme explora o aspecto mitológico da história de um dos principais Orixás do panteão africano, Iemanjá, oferecendo ao espectador uma visão da vida e da evolução da humanidade que tem a sua origem na África, fonte de uma cultura rica e enraizada no Brasil.

Na história, Iemanjá, a Rainha do Mar, recebe de Olodumare, o criador do Universo, o dom de criar as ondas para poder devolver à terra as sujeiras jogadas pelos homens na água. Através de elementos lúdicos, dos recursos visuais e da riqueza estética africana, vai sendo introduzida a cultura dos orixás e seus sistemas de conhecimento do mundo, alicerçados em visões originais e criativas, historicamente construídas e elaboradas em negociação com a cultura brasileira, sendo parte intrínseca da identidade nacional.

Realizado em linguagem simples e lúdica para o fácil entendimento infanto-juvenil, a narrativa apresenta o tema ecológico criando uma conexão da história mitológica com o contemporâneo. A opção estética da direção de arte foi utilizar a técnica de animação com sombras, que seduzem o olhar e possibilitam imaginar a partir das referências apresentadas. Além disso, a técnica de animação com sombras é fácil de ser reproduzida com materiais acessíveis, permitindo que o interlocutor se empodere da técnica compartilhada e possa desenvolver outras histórias, com celular e recortes em papel, por exemplo.

O projeto, apoiado pelo Fundo de Investimentos Culturais de Campinas, da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Campinas, inclui também o site www.animafro.com.br com tutoriais de animação e informações dos bastidores do projeto visando o compartilhamento de conhecimentos.

Esse é o primeiro mito de uma série a ser desenvolvida celebrando a cultura afro-brasileira. Está prevista a distribuição gratuita do DVD com o filme para espaços de cultura, da administração pública, entidades culturais, bibliotecas públicas e a outros que se interessem pelo material.

Célia Harumi Seki é diretora da Primavera Filmes, formou-se em Antropologia, fez Mestrado e Doutorado na área de “Cinema e Literatura” pelo Departamento de Cinema do Instituto de Artes da Unicamp. Foi diretora, produtora, entrevistadora e editora de programas na Rádio e TV da mesma instituição. Dedicou-se à criação e produção de projetos experimentais, artístico-culturais em produções na área de cinema, vídeo e literatura, dentre eles curtas premiados, como o “Histórias de Concreto” e “Brincando de Gente Grande”, produção e organização de eventos como a Semana de Artes Visuais e Sonoras, as primeiras edições da Mostra Curta Audiovisual de Campinas – edições 1 a 3, o pré-lançamento do filme “Nina”, de Heitor Dhalia, e centenas de drops educacionais para a Saraiva Editora e vídeos entrevistas de arte/cultura para a Revista Raiz. Também realizou projetos gráficos, capas e editoração de livros.

Serviço:

Pré-estreia do curta de animação “Animafro”
Local: Museu da Imagem e do Som – Palácio dos Azulejos. Rua Regente Feijó, 859, Centro – Campinas
Data: 18 de dezembro
Horário: 20h
Entrada: gratuita

 

Extraído do site campinas.com.br / Campinas – SP
http://www.campinas.com.br/cinema/2015/12/animafro-abre-serie-de-curtas-de-animacao-sobre-mitos-da-cultura-afro-brasileira

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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