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Professora da UCSal diz ter sofrido intolerância religiosa em formatura

Francisco Artur* Qui , 11/05/2017 às 10:08 | Atualizado em: 11/05/2017 às 10:11

Cláudia Viana era paraninfa da turma e não pôde dar presente a formandoMargarida Neide | Ag. A TARDE

 

A advogada Cláudia Viana processa, por intolerância religiosa, a casa de eventos Moriah Hall e a empresa de entretenimento 3º Grau. A primeira audiência está marcada para esta quinta-feira, 11, na 7ª Vara dos Juizados Cíveis do Fórum do Imbuí. 

A vítima, professora da Universidade Católica de Salvador (Ucsal), alega que, durante a colação de grau do curso de direito da instituição, foi impedida por um funcionário da empresa 3º Grau de presentear um formando com uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. 

A justificativa dada à professora, que era paraninfa da turma, foi a de que a casa de eventos Moriah Hall não aceitava a exibição de “algumas” imagens religiosas. O local pertenceria ligação  com uma igreja evangélica. 

“Me senti constrangida com a atitude da casa de festas e dos organizadores”, contou Cláudia, indignada. Além de ser impedida de presentear a formanda, a paraninfa também diz ter sofrido censura dos operadores de som. 

“Desligaram meu microfone quando citei o médium espírita Chico Xavier durante meu discurso”. Cláudia disse que, ao terminar de falar, o áudio voltou ao normal. 

 “Fui vítima de intolerância religiosa. Por ser um espaço comercial, a empresa Moriah Hall não pode cercear o direito fundamental da livre manifestação religiosa”, disse Cláudia. Na Justiça, ela pede  que, além de pagar por danos morais, as empresas respeitem a “livre manifestação de crenças”.

Empresas 

Procurada pela equipe de reportagem de A TARDE, a empresa de entretenimento 3º Grau alega que, no episódio envolvendo a advogada Cláudia Viana, teve de seguir ordens contratuais da casa de eventos Moriah Hall. A empresa se defende das acusações de intolerância, ao afirmar que “respeita a liberdade religiosa”.

A  TARDE obteve o telefone de contato da empresa  Moriah Hall junto à Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), onde o espaço de eventos está localizado. 

 Até o fechamento desta edição,  ninguém na  empresa  atendeu às diversas chamadas telefônicas.   

* Sob a supervisão do editor- -coordenador Luiz Lasserre

 

Extraído do site do Jornal A Tarde /  Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1860434-professora-da-ucsal-diz-ter-sofrido-intolerancia-religiosa-em-formatura

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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