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Projeto ajuda a preservar plantas medicinais e litúrgicas

A etnobotânica Sueli Conceição ensina a prática da economia solidária, que gera renda para os participantes

 

11/07/2017 18h41  Atualizado 11/07/2017 18h55

O candomblé não existiria sem as folhas, já que os orixás vivem na natureza. No Aprovado de sábado, 8, a bióloga Sueli Conceição apresentou a Pablo Vasconcelos a Rhol – Rede de Hortos de Plantas Medicinais e Litúrgicas, que já foi implantada em cinco municípios da Grande Salvador, com objetivo de gerar renda, preservar as plantas e valorizar a identidade dos religiosos de matriz africana.

“É a economia solidária que move toda essa ação, onde se pensa no contexto da salvaguarda do patrimônio material, que são as plantas dentro das religiões de matriz africana, que é algo que vem desaparecendo ao longo do tempo”, explica Sueli, que é especializada em etnobotânica e contabiliza 16 terreiros de candomblé na rede.

A Rede de Hortos de Plantas Medicinais e Litúrgicas já foi implantada em cinco municípios da Grande Salvador (Foto: TV Bahia)

“No candomblé, cultuamos a natureza em si e as plantas são a essência de vida da própria natureza. Sem as plantas, sem as folhas, não existe o ritual do candomblé, não existe o culto ao orixá, pois eles vivem na natureza em si”, reforça o sacerdote Babá Alcides, observando que as plantas são de uso religioso e medicinal.

Através da prática da educação ambiental, os terreiros passaram a fazer o procedimento de coleta seletiva. “O azeite de dendê, que é muito presente na religião de matriz africana, passou a ser descartado de uma forma adequada e hoje ele é transformado em sabão ou detergente, gerando renda”, exemplifica a bióloga, que dá dicas de como o resíduo pode ser utilizado. Veja a matéria.

 

Extraído do caderno Aprovado, do site do GShow da Rede Globo de Televisão
http://gshow.globo.com/Rede-Bahia/Aprovado/noticia/projeto-ajuda-a-preservar-plantas-medicinais-e-liturgicas.ghtml

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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