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Projeto de extensão da Ufal promove estudos sobre cultura negra

28/04/2015 10:48

 

Oficinas de percussão, canto, dança e estética negra, palestras, cine-debates, excursões pedagógicas e intercâmbios culturais com grupos e personalidades de referência na cena cultural negra do Nordeste brasileiro. Estas são as ações desenvolvidas pelo projeto de extensão Abí Axé Egbé, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Campus do Sertão, em Delmiro Gouveia, que comemora um ano de existência promovendo várias atividades.

O Abí Axé Egbé: músicas e danças afro-brasileiras construindo a cidadania no Sertão alagoano foi criado em novembro de 2013 pelo professor do curso de História, Gustavo Manoel da Silva Gomes, como um espaço alternativo de aprendizado sobre a história e a cultura afro-brasileira, por meio de interações étnicas e estéticas. “Criamos esse projeto de extensão para suprir algumas necessidades locais ao percebemos, em alguns meses de observação na região do semiárido, a falta de uma componente curricular específica sobre História e Cultura Afro-Brasileira na formação de professores; as práticas racistas cotidianas e a intolerância religiosa que afligem o Sertão”, destacou Gustavo.

O projeto é formado por estudantes das licenciaturas em História, Geografia, Letras e Pedagogia, além dos alunos das engenharias, professores do tronco inicial, alunos da educação básica, candomblecistas da região sertaneja, jovens da comunidade quilombola Serra das Viúvas, no Município de Água Branca, e trabalhadores. O grupo promove oficinas gratuitas sempre aos sábados no Campus do Sertão, a partir das 14h, abertas a toda comunidade.

Ao longo de sua criação, o grupo já participou de diversos intercâmbios culturais. Afoxé Oxum Pandá, um dos mais antigos de Pernambuco, realizou uma troca de saberes com o grupo local da Ufal. Outro intercâmbio foi o de Percussão, História e Cultura Yorubá, com Fátima Brito (Mãe Fátima de Oxum) e Jonathan Dias (Obá de Xangô), respectivamente, presidente e diretor musical Afoxé Omô Obá Dê. Além disso, o grupo esteve presente no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, como participação especial nos shows da sambista pernambucana Karynna Spinilli.

Como fruto dessas e de outras experiências formativas do Abí Axé Egbé, estão sendo preparados cinco Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), além das falas em eventos acadêmicos e produção de artigos científicos. Com o apoio da direção do Campus do Sertão, o grupo realizará uma excursão a diferentes lugares de memória, cultura e identidade negra em Salvador (BA), que se constituiu como a maior referência afro-brasileira.

por Ascom – Ufal

 

Extraído do site Aqui Acontece / AL
http://aquiacontece.com.br/noticia/2015/04/28/projeto-de-extensao-da-ufal-promove-estudos-sobre-cultura-negra

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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