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Projeto de Lei tenta proibir sacrifícios de animais no RS

A proposta é de uma deputada estadual que defende os animais

por Leiliane Roberta Lopes | 27/04/2015 - 17:26    
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Projeto de Lei tenta proibir sacrifícios de animais no RS
Os rituais de umbanda que fazem sacrifícios de animais podem ser proibidos, é isso que propõe um projeto de lei da deputada estadual Regina Becker Fortunati (PDT) que atua em defesa dos direitos dos animais no Rio Grande do Sul. Na justificativa da proposta, Fortunati afirma que os rituais com animais foram extintos. “As pessoas evoluíram e podem expressar suas crenças sem mortes. Há outras formas de se manifestar a bondade, deixando a crueldade de lado”, afirma. O projeto é polêmico e desagradou os sacerdotes umbandista do Rio Grande do Sul, o estado brasileiro com maior proporção de adeptos de religiões afro-brasileiras, segundo dados do Censo 2010 divulgados pelo IBGE. Entre os sacerdotes que se manifestaram contra o projeto de lei da deputada do PDT está o conselheiro-geral do Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros (Ceucab/RS), Clovis Alberto Oliveira de Souza, o Pai Clovis do Xangô, que defendeu os rituais com animais. De acordo com o religioso, todos os abates são realizados com respeito e gratidão ao animal e que nenhuma carne é desperdiçada, servindo para alimentar as pessoas. Pai Clovis de Xangô também diz que se o animal for morto com brutalidade, invalida o ritual. “Se há o sofrimento do animal, invalida a nossa liturgia, ela perde o sentido”, disse ele. Segundo a religião, os restos do animal não podem ser expostos em esquinas, calçadas ou praças, mas são exatamente assim que muitos dos rituais são encontrados não apenas no Rio Grande do Sul como em todos os demais estados brasileiros. Para evitar que os sacrifícios continuem expostos nas ruas, o religioso tem tentado orientar os demais através da Ceucab, entidade que funciona há 62 anos e que tem uma campanha para ensinar os mais de 60 mil terreiros gaúchos. Mas o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA), dirigido por Maria Luiza Nunes, defende a proposta de Regina Becker Fortunati e lembra que os terreiros da Bahia já declararam que a época de sacrifícios de animais já passou. A projeto de lei apresentado pela deputada do PDT pretende excluir o Artigo 2 do Código Estadual de Proteção aos Animais de 2003 que autoriza o abate de animais nos rituais de religiões de matriz africana. A proposta já chegou ao plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, mas a votação foi adiada. Com informações Zero Hora   Extraído do portal de notícias Gospel Prime http://noticias.gospelprime.com.br/lei-proibir-sacrificios-animais-cultos-afro/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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