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Projeto de Museu da Escravidão no Rio causa controvérsia

Secretária de Cultura da cidade defende o nome e diz que a cidade não pode ignorar importância desse período da história

© João Paulo Engelbrecht / Iphan

CULTURA PATRIMÔNIOHÁ 10 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

 

O Museu da Escravidão, que deve ser instalado na região do Cais do Valongo no Rio de Janeiro (foto), ainda não saiu do papel e já provoca debate. No domingo (22), a secretária municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira, publicou artigo no jornal O Globo em que defende a construção do espaço.

 

Para ela, o projeto de museu sobre a escravidão “não pode esconder em seu nome a dimensão histórica desse tema, mas sim ressignificá-la. Se a história da escravidão toca a violência e a privação de direitos, dá também testemunho da resiliência e indestrutibilidade do espírito humano, dos atos de resistência e rebelião, dos esforços de recriação de identidades e de sentimento comunitário; enfim, da luta e conquista da liberdade”.

A proposta foi criticada pelo ompositor, escritor e pesquisador Nei Lopes, especialista em culturas africanas, na última semana. Em sua página no Facebook, Lopes defendeu que a escravidão foi um fenômeno prejudicial à população negra e propôs m museu da herança africana ou afro-brasileira, ou afro-carioca.

No post, Lopes citou, ainda, o historiador Joel Rufino, que costuma dizer que a palavra escravidão “assusta e causa rejeição nos jovens afrodescendentes em relação à História da África, por trauma psicológico”.

A secretária rebate a ideia e diz que o museu poderá ser “vetor de autoestima, desenvolvimento humano, oportunidades socioeducativas e impactos sociais duradouros”.

 

Extraído do site de notícias Notícias ao Minuto / São Paulo – SP
https://www.noticiasaominuto.com.br/cultura/336254/projeto-de-museu-da-escravidao-no-rio-causa-controversia

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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