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Projeto leva cultura afro para escola de Suzano

Coordenadora do projeto ficou em 1º lugar no prêmio ‘Educador em Ação’.
‘Hoje eu quero ser professor, porque é legal ajudar as pessoas’, diz aluno.

Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano com informações da TV Diário | 13/05/2015 18h02 – Atualizado em 13/05/2015 18h02

 

 

4175592_x240O projeto vencedor do prêmio  Educador em Ação tem o título “Nós Africanizamos a Escola: igualdade começa aqui”. A professora Iêda Miranda começou o trabalho há cinco anos, desenvolvendo trabalhos com a temática racial com os alunos da Escola Municipal Luiz Romanato, em Suzano. O prêmio é realizado pela TV Diário com o apoio da ONG Comunidade Educativa (Cedac) e do movimento Todos Pela Educação. A Câmara Municipal de Suzano aprovou uma moção de aplausos à TV Diário pela iniciativa do prêmio.

A professora que desenvolveu o projeto acredita que há necessidade de falar com os alunos sobre o assunto durante todo o ano e não só em novembro, quando é comemorado o Dia da Consciência Negra. “Esse projeto surgiu de uma necessidade que eu vejo nos alunos e na escola como um todo. Trabalhar a questão [da consciência negra] só em novembro não é suficiente, é preciso um trabalho longo, pontual e direcionado”, explica a professora.

“Hoje eles se percebem como parte do povo brasileiro, que é um povo miscigenado. Então por mais loirinha ou branquinha que seja, eles têm essa consciência de que nas nossas características e na nossa genética estão a contribuição de vários povos. Entre eles, a contribuição dolorosa do povo africano”, fala Iêda sobre a mudança encontrada nos alunos após o desenvolvimento do projeto.

Alunos aprendem sobre a cultura afro na sala de aula. (Foto: Reprodução/ TV Diário[)
Alunos aprendem sobre a cultura afro na sala de
aula. (Foto: Reprodução/ TV Diário[)
O tema afro  é inserido nas disciplinas em salas de aula, para que os alunos entendam que todos têm ou tiveram uma contribuição do povo afro. “Eu também africanizo a escola porque eu tenho um pouco de sangue europeu e a minha família tem sangue africano”, diz a aluna Isabelle de Souza Rodrigues, de 8 anos. Já a aluna Luanda Akinyelê Bessa Nogueira diz que a contribuição dela vem de outra forma. “Eu africanizo a escola porque tenho sobrenome de princesa africana”, conta.

O projeto também é apresentado aos alunos por outros professores. “Todos os dias nas aulas a gente procura colocar as ideias do que foi e que aconteceu [com a cultura afro] e a gente sempre vai colocando no plano de aula”, afirma a professora Ana Regina de Souza. Enquanto a diretora da escola Miriani Acensão ressalva a importância do projeito ir além das salas de aula. Eles conseguem levar para casa essa informação e modificar a vida deles lá na casa deles, onde é mais importante e o nosso trabalho quer chegar, que é nas famílias e na sociedade.”

 

Para a mãe do aluno Pedro Henrique, Andressa Cibele dos Santos, o filho só começou a se desenvolver a partir do momento que começou a ser ouvido. No começo ele era uma criança muito tímida, não interagia com as outras crianças. Depois do projeto desenvolvido pela professora, as crianças começam a saber que todo mundo é igual, independente da raça”, ressalta.

Pedro Henrique, de 9 anos, enxerga nele uma outra mudança com o projeto. “É muito legal! Hoje eu quero ser professor, porque é legal e ensina muitas crianças e muita gente e ajuda as pessoas a serem uma pessoa quando crescer.

 

Extraído do portal de notícias G1 / Suzano – SP
http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2015/05/projeto-leva-cultura-afro-para-escola-de-suzano.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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