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Promotor exige ensino de História Afro-brasileira e Indígena em Guaraqueçaba

01/02/2016 11:12 | Redação | Cultura, Guaraqueçaba

 

Imagem do livro A Arte Guarani-Mbya de Guaraqueçaba, Aldeia Kuaray Guata Porá, de Daniel Conrade
Imagem do livro A Arte Guarani-Mbya de Guaraqueçaba, Aldeia Kuaray Guata Porá, de Daniel Conrade

 

O Ministério Público do Paraná quer que as escolas públicas e particulares de Guaraqueçaba ensinem de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena.

De acordo com o Jornal dos Bairros, editado em Paranaguá, o promotor de Justiça Rafael Carvalho Polli ajuizou inquérito civil para que as instituições de ensino municipais, estaduais e provadas no Município incluam o estudo na grade curricular como disciplina obrigatória.

De acordo com a Promotoria, é necessário que sejam respeitados e ensinados nas escolas “diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da África e dos africanos e a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil”. Além disso, o MPPR ressalta que o aspecto brasileiro social, cultural, político e econômico, são itens importantes para a formação do Brasil, que devem ser ensinados nas escolas.

Segundo o promotor, o “racismo institucional” pode ser visto na sociedade atual, nos aspectos relacionais vigentes em muitos casos, como algo que demonstra um preconceito muitas vezes inconsciente, demonstrando ignorância e a presença de esteriótipos racistas. A Promotoria afirma que as instituições não podem ficar inertes perante evidências claras de desigualdade racial.

No inquérito civil, o MPPR investiga se a matéria está sendo aplicada nas escolas particulares e públicas de Guaraqueçaba. A decisão pode criar precedentes para outros municípios do litoral. A Secretaria de Educação do município, assim como escolas estaduais e particulares, deverão se posicionar oficialmente em 15 dias sobre a questão.

Com informações do Jornal dos Bairros
http://www.jornaldosbairroslitoral.com.br/noticias/litoral/capa/2016/01/mppr-cobra-ensino-da-historia-e-cultura-indigena-e-negra-em-guaraquecaba

 

Extraído do site Correio do Litoral / Paraná
http://correiodolitoral.com/11347/noticias/noticiario/guaraquecaba/promotor-exige-ensino-de-historia-afro-brasileira-e-indigena-em-guaraquecaba

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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