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Pular sete ondas: uma prática originária da Umbanda

DEZEMBRO 30TH, 2015  REDAÇÃO   pular-sete-ondas-umbanda-agambiarra É fim de ano. 2015 está se despedindo e 2016 já vai dando as caras com a promessa de ser um ano incrível. E como já é comum em todo fim de ano, muitas pessoas se apegam às tradicionais “simpatias”, que vão desde a comer lentilha, usar branco, até pular as sete ondas do mar. O que muitos podem não saber é que várias dessas “simpatias” surgiram de preceitos que tangem os ritos em homenagem a mãe Iemanjá e foram emprestados da cultura umbandista para que as pessoas as usem em outras vertentes religiosas.

Pular sete ondas: origem é da umbanda

Cada uma das linhas umbandistas concebem o rito de uma determinada forma, sendo que na maioria das vezes o ato de pular sete ondas significa purificação do corpo e espírito, além da devoção aos orixás, e em especial a Iemanjá, que é a figura considerada a rainha do mar e dona das águas salgadas. pular-sete-ondas-umbanda-1-agambiarra Além disso, existe ainda a relação com as Sete Linhas de Umbanda, que são constituídas pelos sete orixás: Oxalá, Oxum, OxóssiXangô, Ogum, Obalauiê e Iemanjá. Na Umbanda Sagrada, a analogia é feita a partir da consideração dos Sete Tronos de Deus, que compreendem a Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Ordem, Evolução e Geração. Não se sabe quando exatamente que essas ações ritualísticas começaram, não há uma data oficial. E o significado varia de um terreiro para outro, e ainda vai depender dos entendimentos, ritos, linhas e perspectivas que a pessoa tem sobre a religião, ou seja, vai muito além de simplesmente pular ondas, ato que muitos fazem, mas sem saber do real significado. pular-sete-ondas-umbanda-2-agambiarraApesar de existirem diferenças, o ato de pular as sete ondas na virada do ano faz alusão a preceitos e homenagens prestadas inicialmente por aqueles que praticam e conhecem a Umbanda, que são os mesmos que consideram o mar a casa de mãe Iemanjá, remetendo ainda a um lugar que gera, purifica e renova. A prática não é abominada ou mal vista por aqueles que veem as pessoas pulando sem conhecer, mas agora já é possível levar esse significado para sua vida na hora de pular as ondas. E que venha 2016.   Extraído do blog de notícias A Gambiarra / São Paulo – SP https://www.agambiarra.com/pular-sete-ondas-umbanda/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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