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Quadro do Domingão do Faustão reacende discussão do uso de estereótipos do Candomblé em TV e faz Associação de Mídia Afro se pronunciar

Texto: Sérgio d´Giyan – 13.03.2017 14:21

 

A Associação Nacional de Mídia Afro se manifesta publicamente quanto a apresentação do quadro “Quem Chega lá?, do Programa Domingão do Faustão, exibido na noite de ontem, domingo (12), na Rede Globo de Televisão. Tal quadro apresenta diversos candidatos a comediantes, e são avaliados através de um potenciômetro digital que registra o nível das gargalhadas do público presente.

Como a repercussão da apresentação do personagem de Yuri Marçal, que se identifica com o pseudônimo “Michelzinho de Oxosse de Madureira” provocou discussões a respeito do estereótipo do adepto das religiões de matriz africana, com uma postura extremamente rotulada quanto ao homossexualismo, a ANMA, decidiu publicar em sua página, no facebook, sua visão quanto a qualquer tipo de publicidade vexatória e que venha macular os fiéis, e principalmente os ritos do Candomblé e da Umbanda.

Leia na íntegra o manifesto da ANMA e acesse o link da apresentação do quadro no Programa Domingão do Faustão, abaixo:

 

A ANMA – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MÍDIA AFRO, manifesta-se acerca do stand-up apresentado por Yuri Marçal (com o personagem “Michelzinho de Oxosse”) no quadro “Quem Chega Lá?”, do programa Domingão do Faustão de ontem (12/3/17)

1 – embora reconheçamos a liberdade de expressão como uma conquista da Democracia;

2 – ainda que sejamos contrários à censura como forma de controle da opinião pública;

3 – nos preocupamos com a forma pejorativa como a religiosidade de matriz africana foi retratada no referido quadro;

4 – as religiões de matrizes africanas tradicionais, não coadunam com os exemplos relatados na referida apresentação;

5 – é imperioso lembrar que a religiosidade afro brasileira descende da bravura, resistência e tradição de povos de origem africana que, em solo brasileiro, ajudaram a construir nosso país e a moldar exemplos de fé;

6 – nossas práticas rituais são alicerçadas em filosofias e liturgias milenares, cuja seriedade transcende os anos.

Rio de Janeiro, 13 de março de 2017
ANMA – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MÍDIA AFRO

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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