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Quase mil casos de intolerância religiosa foram registrados no Rio em dois anos

Criado em 18/08/15 13h42 e atualizado em 18/08/15 14h28 

Por Agência Brasil Edição:Talita Cavalcante Fonte:Agência Brasil

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Quase mil casos de intolerância religiosa foram registrados pelo Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos (Ceplir), no estado do Rio de Janeiro, em dois anos e meio. Entre julho de 2012 e dezembro de 2014, foram registradas 948 queixas. As denúncias envolvendo intolerância contra religiões afro-brasileiras totalizaram 71% dos casos.

As denúncias envolvendo intolerância contra religiões afro-brasileiras totalizaram 71% do total dos casos registradosArquivo/Agência Brasil

Os dados estão em um relatório preliminar divulgado hoje (18) pela organização não governamental Comissão de Combate a Intolerância Religiosa (CCIR), em audiência pública na Assembleia Legislativa do estado (Alerj).

Outro dado mostrado pelo relatório é que, de janeiro de 2011 a junho de 2015, o Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República recebeu 462 denúncias sobre discriminação religiosa.

O documento também mostra que a intolerância religiosa virtual vem ganhando destaque nos registros das denúncias, o que demanda a atenção das autoridades para caracterizar juridicamente as situações apresentadas e definir as devidas punições aos infratores.

Presente na audiência, o deputado estadual Átila Nunes (PSL) destacou a importância de se ter uma delegacia especializada no combate à intolerância, devido à grande dificuldade de registro dos casos de discriminação religiosa em delegacias policiais. “Quase todo mês temos flagrantes de perseguição religiosa. O que temos no Rio de Janeiro é quase um pequeno Estado Islâmico. Hoje, eu só acredito na força da lei através da criação de uma delegacia especializada para esses casos e na ação da Polícia Civil contra os fanáticos.”

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, Marcelo Freixo (PSOL), os crimes de ódio precisam ser enfrentados e é preciso pensar em formas preventivas. Para ele, falta vontade política para combater esses crimes. “É importante que nos boletins de ocorrência tenham um espaço para deixar claro que o crime tenha alguma motivação de intolerância religiosa”, acrescentou.

Como forma de promover a paz, o respeito e o combate à intolerância religiosa, a comissão promoverá no Posto 6 da Praia de Copacabana a 8ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, no dia 20 de setembro às 11h.

Editor Talita Cavalcante

 

Extraído do portal EBC
http://www.ebc.com.br/cidadania/2015/08/quase-mil-casos-de-intolerancia-religiosa-foram-registrados-no-rio-em-dois-anos

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Ilé Asé Omin Oiyn, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Hoje, é editor do Jornal Awùre. Diretor Financeiro da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. Colabora com a assessoria de comunicação do PPLE - Partido Popular da Liberdade de Expressão Afro-Brasileira. É sócio diretor na agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras.

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