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Quase um terço das ligações para Disque Combate ao Preconceito é de idosos

 

30/08 às 19h15 – Atualizada em 30/08 às 19h15

 

Após as duas primeiras semanas de funcionamento do Disque Combate ao Preconceito, criado pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI) do Rio de Janeiro, chamou a atenção dos responsáveis pelo serviço o volume de ligações para tratar de assuntos relacionados à população idosa. “Foram 28% de contatos para fazer não só denúncias, mas consultas sobre os direitos dos idosos”, explicou o secretário Átila Nunes.

Segundo o secretário, a grande quantidade de ligações de pessoas acima de 65 anos mostrou que existe uma “lacuna forte” com relação a canais de contato para a população idosa. Com base nisso, a secretaria pretende reestruturar a ferramenta e criar canais próprios para esse público.

Para Átila Nunes, existe uma mistura de preconceito com falta de respeito pelos direitos dos idosos. “Muitas vezes, os idosos se sentem preteridos na sociedade, nos seus direitos mais básicos”. Ele mencionou que um exemplo é o transporte público. Segundo ele, as reclamações, quando são feitas diretamente às empresas ou concessionárias, costumam ser ignoradas. “Fica bem claro que há uma necessidade de se fazer um trabalho direcionado para essa parcela da sociedade”.

Serviço

O restantes das reclamações e denúncias (72%) envolveram situações relacionadas à intolerância religiosa, racismo e preconceito em relação à população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), entre outros casos. De modo geral, Átila Nunes informou que são feitas consultas perguntando sobre direitos, uma vez que esses aspectos nem sempres são claros para a população vulnerável.

O Disque Combate ao Preconceito atende pelo número (21) 2334-9551. Podem ser denunciados atos preconceituosos como xenofobia, LGBTfobia, racismo, intolerância religiosa, violência contra mulheres e idosos. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.

O secretário disse que a ideia, a partir dessa primeira etapa quando se começa a ter um raio-x do perfil das demandas, é ampliar o serviço, criando mais canais de atendimento.

 

Extraído do site do Jornal do Brasil / Rio de Janeiro – RJ
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/08/30/quase-um-terco-das-ligacoes-para-disque-combate-ao-preconceito-e-de-idosos/

 

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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