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Quilombola ensina o bordado richelieu a mulheres do axé

Técnica foi adotada pelo candomblé para vestir seus deuses

 

13/03/2017 12h20 – Atualizado em 13/03/2017 12h20

 

Solange Santana ensina richelieu, bordado quase em extinção (Foto: TV Bahia)

Quilombola de Santiago de Iguape, Solange Santana conta que recebeu de Ogum, seu orixá, a missão de ensinar o bordado richelieu às mulheres do axé. Trata-se de um ornamento de origem francesa, praticamente em extinção, que no Brasil foi ensinado aos negros, que passaram a usá-los para vestir e fazer acessórios para seus orixás.

No Aprovado de sábado, 11, Solange destaca a dificuldade de se aprender o bordado. “De uma turma de 20 pessoas, todas abandonaram. Só quem faz sou eu”, conta. “Mas eu estou na luta, não desisto, não tenho medo de começar”, diz. A técnica consiste em cortar, manualmente, pedaços do tecido da roupa para fazer os bordados entre os espaços, valorizando o vazio.

 

 

 

Extraído da coluna Aprovado do site Gshow
http://gshow.globo.com/Rede-Bahia/Aprovado/noticia/2017/03/quilombola-ensina-o-bordado-richelieu-mulheres-do-axe.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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