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Racismo, homofobia, intolerância religiosa, gordofobia: saiba como denunciar um ataque na internet

15/01/17 06:00

 

Leonardo Vieira presta queixa em delegacia do Rio Foto: Rafaella Javoski
Leonardo Vieira presta queixa em delegacia do Rio Foto: Rafaella Javoski

 

Nesta semana, o ator Leonardo Vieira, de 48 anos, procurou as autoridades cariocas para denunciar um ataque na internet. O galã recebeu uma série de comentários homofóbicos em suas contas em redes sociais depois que uma foto na qual aparece beijando outro homem foi divulgada na impresa. Antes do artista, outras celebridades, como as cantoras Ludmilla e Preta Gil, a funkeira Tati Quebra Barraco e a nadadora Joanna Maranhão, que também foram vitimas de xingamentos e ameaças na internet, já haviam procurado a polícia para se proteger. Assim como os famosos, qualquer pessoa está suscetível a um ataque na internet, devendo, neste caso, registrar queixa contra seus agressores.

Atualmente, existem inúmeras maneiras de entrar em contato com as autoridades competentes e denunciar um crime na internet, como racismo, homofobia, gordofobia, intolerância religiosa e também ameaças. Uma delas é procurar a polícia. Hoje, em cidades como o Rio de Janeiro já existem delegacias especializadas em investigar crimes cometidos online.

Segundo informações da Polícia Civil do Rio, é indicado que as vítimas registrem um boletim de ocorrência do caso diretamente na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). No entanto, quem não puder se dirigir ao local pode fazê-lo em qualquer delegacia distrital. O mesmo acontece em outras cidades.

Para facilitar a denúncia é importante que a vítima apresente na delegacia o link do espaço onde os ataques aconteceram bem como o material impresso. Mesmo assim, isso não é obrigatório e não vai impedir a vítima de registrar um boletim de ocorrência.

Ministério Público Federal

A denúncia de crimes eletrônicos pode ser feita também diretamente ao Ministério Público Federal (MPF) que possui uma ferramenta online para que qualquer pessoa denuncie um ataque na internet. A partir do site do MPF, o cidadão pode preencher um formulário para denunciar os crimes. A ferramenta permite que o denunciante, caso deseje, permaneça no anonimato. No site, uma pessoa pode denunciar um crime virtual mesmo que não tenha sido a vítima. Para a ferramenta, é importante que o denunciante tenha o link do espaço onde o ataque aconteceu bem como um print do ataque que deverá ser anexado ao cadastro.

 

SaferNet

As vítimas de ataque na internet também podem denunciar seus agressores por meio do site “SaferNet Brasil”, que é entidade uma associação civil sem fins lucrativos que possui acordo de cooperação com o MPF para coibir diversos tipos de crimes na internet, incluindo maus-tratos contra animais, pornografia infantil, xenofobia, racismo e outros.

O site traz um espaço exclusivo para as denuncias. Nele, basta o usuário selecionar o tema da denúncia, fornecer a URL (link) do espaço onde o ataque aconteceu na internet e um breve comentário sobre o ocorrido para denunciá-lo. As denuncias são feitas de forma anônima. Após cadastrada, a denúncia recebe um número de protocolo cujo andamento poderá ser acompanhado pelo usuário.

Segundo dados da SaferNet, a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos recebeu em 10 anos mais de 3 milhões de denúncias anônimas.

 

 

Extraído do site do Jornal Extra on line / Rio de Janeiro – RJ
http://extra.globo.com/noticias/celular-e-tecnologia/racismo-homofobia-intolerancia-religiosa-gordofobia-saiba-como-denunciar-um-ataque-na-internet-20770660.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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