Breaking News

Rainha do mar: Seguidores do candomblé e da umbanda participam de festejos de Iemanjá

Da Redação | Domingo, 01 de Fevereiro de 2015 - 17h42  

Seguidores do candomblé e da umbanda participaram na tarde deste domingo (1º) da festa de Iemanjá, em Santos. A Prefeitura montou uma estrutura com palco e tendas na areia da Ponta da Praia, próximo ao Aquário Municipal, para a comemoração - que faz parte do Calendário Oficial da Cidade. Os festejos começaram às 14 horas, com músicas e batuques típicos das religiões africanas. A maior parte dos presentes vestia branco e usava longos colares característicos. O ponto alto foi a chegada da imagem negra (cor dela no candomblé) da rainha do mar, às 15 horas, carregada por integrantes da Marinha.

 
Imagem da rainha do mar foi conduzida por devotos até a Ponte Edgar Perdigão, na Ponta da Praia 
Imagem da rainha do mar foi conduzida por devotos até a Ponte Edgar Perdigão, na Ponta da Praia

Durante pouco mais de uma hora a estátua se juntou à outra branca (cor dela na umbanda) e os devotos puderam depositar suas oferendas em balaios de bambu. Flores, bebidas e perfumes eram oferecidos como forma de agradecimento e retribuição por pedidos. Depois, uma procissão pela avenida da praia levou a imagem até a Ponte Edgar Perdigão. Dali o trajeto continuou em barcos, que levaram as oferendas dadas pelos religiosos à Iemanjá. A devoção Cultuada principalmente pelo candomblé e pela umbanda, o nome de Iemanjá vem de “Yèyé omo ejá”, do idioma yorubá. Significa “mãe cujos filhos são como peixes”. Por isso, é considerada mãe de todos os orixás, rainha do mar, padroeira dos navegantes e das famílias.

    Extraído do site do Jornal A Tribuna/Salvador-BA http://www.atribuna.com.br/cidades/seguidores-do-candombl%C3%A9-e-da-umbanda-participam-de-festejos-de-iemanj%C3%A1-1.426927

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *