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Raízes da África

 “O grande diferencial dessa experiência é que Alagoas é o primeiro estado no Brasil a pensar a questão racial, com foco na economia”- afirma Geovanni Harvey

 
c6e389fb-bc6a-4e98-8d28-c3b147c53369Por Arísia Barros

Postado em 03/12/2016 às 14:16 por Arísia Barros em Raízes da África

 

Idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio de George Santoro, Secretário de Estado da Fazenda, o governo do Estado de Alagoas promoveu uma inédita uma viagem afro-técnica ao Rio de Janeiro, tendo como interesse conhecer profissionais,  ferramentas e   modelos de gestão  utilizados pela Incubadora Afro Brasileira, buscando o desenvolvimento de empreendimentos de base econômica, agregados ao valor étnico para implementação no estado de  Alagoas.

A missão, iniciada na manhã do dia 28/11 e guiada por Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro Brasileira, foi composta por visitas técnicas a instituições e profissionais que são referenciados mundialmente, como também em espaços incubados e proporcionou a delegação alagoana a apreensão e ampliação de conhecimentos, a partir da percepção do mercado e das estratégias que são utilizadas pela Incubadora Afro Brasileira.

Essas novas percepções fomentam ações direcionadas ao mercado alagoano e colaboram com o crescimento e desenvolvimento de novas oportunidades de afros-negócios.

No roteiro do primeiro dia da missão a delegação alagoana conversou com o  arquiteto e urbanista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Washington Menezes Fajardo, atualmente presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural.

Nossa segunda conversa foi com Alberto Gomes Silva diretor-presidente da  Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp).  Criou e coordenou os programas Porto Maravilha Cidadão e Porto Maravilha Cultural. Durante 4 anos dirigiu a Ong ActionAid em Moçambique após ter coordenado programas da instituição no Brasil entre 2000 e 2006.

O projeto do Porto Maravilha, (Cais do Valongo) na zona portuária do Rio de Janeiro, serviu de referência para suscitar o debate, que trouxe em sua pauta, aspectos como a análise dos aspectos gerenciais e mercadológicos (diagnóstico empresarial), Identificação dos negócios, mobilidade e acessibilidade, bem como a requalificação dos espaços públicos e equipamentos culturais e a conservação de sítios históricos, e monumentos patrimônio cultural tombado.

Ainda na noite do dia 28/11 a delegação participou de um jantar na Associação Terreiro Contemporâneo de Arte e Cultura, onde conhecemos bailarino e coreógrafo Rubens Barbot, um dos nomes de referência da dança contemporânea nacional, com seus trabalhos centrados na cultura afro-brasileira, o diretor e produtor argentino Gatto Larsen e a jovem atriz negra, Sol.

O segundo dia, terça-feira, 29/11, foi reservado para  conhecimentos das experiências exitosas na área da cultura de pret@s. Visitamos o Ateliê Cretismo, da consultora e designe de moda, Marah Silva, e lá conversamos, também com a empreendedora preta, Sônia Maria Menezes Pinto, a Baiana, como é conhecida pelos seus famosos acarajés e a gastronomia baiana.

Visitamos ,ainda, no  Centro Cultural Pequena África, dirigido pela Yalorixá Celina Rodrigues, o compositor, jornalista, roteirista, teatrólogo, radialista, gráfico, cantor, ativista, talento múltiplo, repositório da mais pujante energia afro-brasileira,  Rubens Confete e com ele desvendamos os caminhos da memória e história do povo preto no Rio de Janeiro.

A atividade de visitas foi encerrada no SEBRAE, onde fomos recepcionados por Flávia Guerra , que coordena a gestão da  Economia Urbana.

A profissional  discorreu sobre as boas práticas e contribuição para a reabilitação econômica de áreas degradadas e vazios urbanos a partir dos pequenos negócios.

A programação foi encerrada com um  jantar-debate cuja temática girou em torno  do sítio histórico da Serra da Barriga,Quilombo dos Palmares, em União dos Palmares,AL.

Da reunião participaram o sociólogo, jornalista e referência na militância negra no Rio de Janeiro, Brasil Hamburgo-Alemanha, criador do SOS Racismo, Marcos Romão e  Patrícia Mourão, que é formada em Cinema pela New York University e produziu documentários e programas de televisão, como o Conexão Internacional na TV Manchete e o Sounds Brazilian sobre música brasileira veiculado em diversos canais americanos na década de 80.

Em meados de 90, se mudou para Alagoas onde exerceu por quase quinze anos diversos cargos públicos como secretária de comunicação e posteriormente de turismo de Maceió; secretária de turismo, de articulação externa e de defesa das minorias do estado de Alagoas, respectivamente.

A partir de 2007, assumiu a diretoria executiva do Instituto Magna Mater, à frente do qual desenvolveu vários projetos de turismo sustentável, como o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, União dos Palmares,AL.

O secretário Executivo da Secretaria de Estado da Fazenda, em Alagoas, Ercole o Secretário George Santoro através da Secretaria de Estado ad Fazenda, reafirma o interesse do estado e acrescenta: “O grande diferencial dessa experiência é que Alagoas é o primeiro estado no Brasil a pensar a questão racial, com foco na economia, segundo nos afirmou Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro no Brasil. É muito bom reconhecer a capacidade de gerar negócios com real valor social e econômico nos territórios, contribuindo para a  redução da violência, assim como o surgimento de equipamentos culturais importantes e mobilizadores.”

Arísia Barros, avaliando a ação diz que: “Trouxemos na bagagem experiências e conhecimentos para  implementar ,em um futuro próximo, uma efetiva e eficaz política de estado,  no que  diz respeito à igualdade racial.”

A auditora Fiscal Glácia Tavares participou da delegação

 

 

Extraído do blog Cada Minuto / Maceió – AL
http://www.cadaminuto.com.br/blog/raizes-da-africa/296195/2016/12/03/o-grande-diferencial-dessa-experiencia-e-que-alagoas-e-o-primeiro-estado-no-brasil-a-pensar-a-questao-racial-com-foco-na-economia-afirma-geovanni-harvey

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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