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Raquel Trindade expõe Exu Maré na 13ª Bienal Naïfs do Brasil

por Alex Natalino

23/08/2016

 

 

2016.08.23-16.59.02O quadro Exu Maré, da artista Raquel Trindade de 80 anos de idade, está exposto na 13ª Bienal Naïfs do Brasil, instalada no Sesc Piracicaba, obra que retrata a cultura afro-brasileira e reafirma a incessante e rica atividade artística de Embu das Artes, que é referência das artes plásticas dentro e fora do Brasil. A Kambinda, como também é conhecida, foi uma das escolhidas entre 948 trabalhos analisados pelos organizadores.

Escritora, artista plástica, coreógrafa e folclorista, Raquel é a filha mais velha do poeta negro Solano Trindade e é considerada grande conhecedora da história e da cultura afro-brasileira. Nos anos 60, veio morar em Embu das Artes, onde fundou o Teatro Popular Solano Trindade e criou a Nação Kambinda de Maracatu.

A arte naïf ou arte primitiva moderna é, em termos gerais, detentora de uma expressão simples e produzida por artistas sem orientação acadêmica e conhecimento das técnicas. Com o tema “Todo mundo é, exceto quem não é”, a Bienal mostra 126 obras de 86 artistas de todas as partes do País, nas quais o cotidiano, os costumes e a religiosidade regionais estão representadas a partir de uma ótica popular e, ao mesmo tempo, com uma sofisticada simplicidade.

É um universo plástico muito especial no mundo da arte e com significativa importância simbólica e cultural que mostra um Brasil múltiplo e diverso, representado com cenas rurais e urbanas e manifestações próprias de algumas regiões do país. Formas artísticas sem a rigidez e formatação de uma arte acadêmica foram retratadas em diferentes suportes como o uso de tela e tinta, metal, papelão, plástico, tecido e madeira na expressão da xilogravura e na escultura.

13ª Bienal Naïfs do Brasil – “Todo mundo é, exceto quem não é”

Vai até 27/11
Sesc Piracicaba – rua Ipiranga, 155, Centro, Piracicaba
Horários: terça a sexta-feira (das 13h às 21h30), sábados, domingos e feriados (das 9h30 às 18h)
Entrada gratuita
Tel. (19) 3437-9292
Curadoria: Clarissa Diniz, Claudinei da Silva e Sandra Leibovici
 

Extraído do site da prefeitura de Embu das Artes / São Paulo – SP
http://embudasartes.sp.gov.br/noticia/ver/9354

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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