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RELIGIÃO: “A liberdade religiosa nos Estados Unidos nunca foi tão atacada quanto hoje”

 

Episódios de intolerância à religião no país mais poderoso da Terra: 100% de aumento entre 2012 e 2015

 

ALETEIA TEAM \ 15 DE MARÇO DE 2016

© Dundanim / Shutterstock
© Dundanim / Shutterstock

 

A organização First Liberty Institute [Instituto da Primeira das Liberdades] é formada por um grupo de advogados que oferecem assessoria jurídica, gratuitamente, a vítimas de discriminação religiosa nos Estados Unidos.

A organização publicou recentemente o seu relatório consolidado sobre os casos de discriminação ocorridos em 2015: são 376 páginas que relatam intolerância à religião na imprensa, no sistema de educação, no exército e nas ruas. Os casos registrados em 2015 somam 1.285: é o dobro dos registrados em 2012.

Kelly Shackelford, presidente da First Liberty Institute, resume a situação:

“A liberdade religiosa nos Estados Unidos nunca foi tão atacada quanto agora”.

Os casos descritos no relatório são relativamente “sutis” e se baseiam no “politicamente correto”: não se trata de perseguição cruenta como no Oriente Médio, na Coreia do Norte, nos territórios em que o comunismo foi implantado ditatorialmente ou nas regiões assoladas por fanáticos anticristãos como os do Estado Islâmico, do Boko Haram, do Al-Shabaab, do Talibã, da Al-Qaeda. Trata-se, antes, de situações “aparentemente desimportantes” e apresentadas como “garantias de laicidade do Estado“, como a de um cidadão do Estado de Iowa que foi demitido porque postou em seu blog alguns trechos da Bíblia contrários à prática homossexual; ou como a de um cidadão de Denver que não foi autorizado a abrir uma empresa porque defende que o casamento natural é exclusivamente a união entre um homem e uma mulher.

O simples ato de se declarar cristão nos Estados Unidos “democráticos” de hoje pode garantir que se sofrerá discriminação, como testemunham os dois estudantes que tiveram sua matrícula rejeitada para uma especialização em radioterapia na cidade de Baltimore porque falaram da sua fé cristã durante as entrevistas de admissão. Ainda no dito “mundo educacional” abundam os casos de alunos, professores e instituições inteiras que foram punidos em alguma medida porque expressaram as suas crenças – ou foram forçados a simplesmente não expressá-las.

rechaço ao cristianismo também marcha nas filas do exército norte-americano. Um veterano foi afastado em Nova Jersey porque, durante várias cerimônias em homenagem aos caídos, encerrou sua fala pedindo que “Deus abençoe os Estados Unidos da América“. Em outro caso, nem a capela de uma base militar dos EUA no Afeganistão escapou da intolerância: foi preciso retirar dela o crucifixo, a pedido de um soldado que se dizia “ofendido” com a presença do símbolo máximo da fé cristã.

A fé religiosa constitui uma das mais elementares de todas as liberdades essencialmente humanas, porque a sua própria existência reflete um ato de assentimento da consciência que é íntimo, voluntário e livre. Kelly Shackelford, do First Liberty Institute, lança um alerta: quando se nega essa liberdade básica, nega-se também “a base dos outros direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, de imprensa e de reunião”.

 

 

Extraído da versão portuguesa do site da organização Aleteia com sede em Milano / Italia
http://pt.aleteia.org/2016/03/15/a-liberdade-religiosa-nos-estados-unidos-nunca-foi-tao-atacada-quanto-hoje/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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