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Religião afro-brasileira ganha visibilidade

Semana da Consciência Negra, em Laguna, ocorre a partir de segunda-feira com debates sobre o patrimônio cultural afro

 

Publicado em 09/11/2017 00h37

 

Dia de Iemanjá faz parte do calendário municipal – Foto:Prefeitura de Laguna/Divulgação/notisul

Laguna

“Uma sociedade mais justa para todos nós”, “Pensar na pluralidade”, “Não ter vergonha da sua religião”, “Amar uns aos outros”, “Não ficar escondidos” foram frases argumentadas pelos praticantes da religião afro-brasileira, em Laguna, que pela primeira vez se reuniram em busca do respeito e conhecimento sobre os aspectos do patrimônio cultural dos negros no Brasil. 

Mãe e pai de santos, candomblecistas, batuqueiros, babalorixás, médiuns, admiradores e estudiosos mostraram a força das religiões de matriz africana durante o seminário “Políticas de Patrimônio Afro-religioso e Mediação com o Estado”, no Iphan, na segunda-feira. “A intenção é oportunizar a troca de conhecimento, dar visibilidade às religiões de matriz africana, compreender outras formas de pensar o mundo, promover o respeito às diferentes concepções do sagrado”, descreveu Juliana Regazoli, produtora cultural, pesquisadora e conselheira da Cultura afro-brasileira de Laguna. 

O seminário contou com especialistas que proferiram palestras, como o arqueólogo do Iphan Rossano Lopes Bastos. Ele enfatizou que a história do patrimônio afro-brasileiro começou a ser mais reconhecida a partir de 2000. O descaso com a cultura negra em todo o Brasil não passou despercebido. “O patrimônio é muito ligado na elite branca. Casarões, prédios e igrejas de senhores e pessoas importantes foram preservados, enquanto aqueles pertencentes aos negros, não”, lamentou o professor. Para ele, quanto maior a visibilidade da cultura afro, melhor para sua preservação. “Os terreiros promovem transmissão de conhecimento e têm um valor social muito importante”, conta.

Novos debates
Semana da Consciência Negra

Em Laguna, dados dos pesquisadores apontam uma demanda reprimida da cultura afro. Eventos e seminários pretendem dar maior visibilidade a uma população que contribuiu com o crescimento em todas as áreas para a cidade. A partir de segunda ocorre a Semana da Consciência Negra. Dia 15, tem caminhada contra a intolerância religiosa no Mar Grosso. Novos seminários irão integrar o projeto “Patrimônio Cultural das Religiões de Matriz Africana”, com previsão de encontros de novembro de 2017 a novembro de 2018. Neste ano, foi decretado 2 de fevereiro como Dia de Iemanjá, no calendário municipal, depois de anos com as festividades ocorrendo por todo o município sem reconhecimento oficial.

 

 

Extraído do blog de notícias Notisul / Tubarão – SC
https://notisul.com.br/geral/30573/religiao-afro-brasileira-ganha-visibilidade

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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