Breaking News

Religião afro-gaúcha: a saudação a Iemanjá vence categoria de fotojornalismo no Prêmio Petrobras

Texto: Sérgio D´Giyan

A fotógrafa Miriam Fichtner, do jornal “O Globo”, foi premiada pelo trabalho “Religião Afro-gaúcha: a saudação a Iemanjá”. Trata-se de uma série de fotos que foram tiradas no momento em que umbandistas e candomblecistas realizavam um culto de louvor a Rainha do Mar, como é conhecida pelos adeptos. A reportagem que foi publicada na Revista Amanhã, encarte do Jornal O Globo, foi produzida pelo jornalista Felipe Sil. Miriam enriqueceu a matéria com uma série de imagens que abordavam as manifestações afro-religiosas realizadas em torno de Iemanjá.

As festividades em louvor a Iemanjá ocorrem na madrugada do dia 02 de fevereiro e chega a reunir 300 mil pessoas ao longo da costa gaúcha onde são realizados os rituais para esta divindade.  Esse ritual é realizado em toda a costa brasileira, principalmente, em Salvador e no Rio de Janeiro.

Em Salvador, a saudação a Iemanjá ocorre no Rio Vermelho e dura o dia inteiro, e no Rio de Janeiro, ocorrem manifestações na Praça XV, na Ilha do Governador e em Sepetiba.

Iemanjá é um dos orixás do panteão africano mais queridos do País e é no reveillon (na passagem do ano) e no dia 02 de fevereiro, dia consagrado para homenageá-la.

images (18)
Foto: Miriam Fichtner

É a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja do mar. O seu nome deriva da expressão YéYé Omó Ejá, que significa, mãe cujo filhos são peixes. Na África era cultuada pelos egbá, nação Iorubá da região de Ifé e Ibadan onde se encontra o rio Yemojá. Esse povo transferiu-se para a região de Abeokutá, levando consigo os objectos sagrados da deusa, e foram depositados no rio Ogum, o qual, diga-se de passagem, não tem nada a ver com o Orixá Ogum, apesar de no Brasil Yemojá ser cultuada nas águas salgadas, a sua origem é de um rio que corre para o mar. Inclusive, todas as suas saudações, orikís e cantigas remetem a essa origem, Odó Iyà por exemplo, significa mãe do rio, já a saudação Erù Iyà faz alusão às espumas formadas do encontro das águas do rio com as águas do mar, sendo esse um dos locais de culto a Yemonjá.

Yemonjá é a mãe de todos os filhos, mãe de todo mundo.

Fonte: http://ocandomble.wordpress.com/os-orixas/yemonja/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *