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Religiosos da Bahia devem prestar homenagens a Oscar de Oxalá

17/08/14, 12:47

 

A morte do babalorixá Oscar Gomes Filho, neste domingo (17), deixou enlutada não só a família e os amigos do pai-de-santo, mas também os praticantes das religiões de matriz africana do Piauí e de outros estados. Oscar levava como sobrenome o nome do seu orixá de cabeça, Oxalá, que está relacionado à criação do mundo e dos homens, segundo a mitologia do candomblé.

 

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Segundo a coordenadora da Rede de Religiões Afro-Brasileiras do Estado do Piauí, Eufrazina Gomes, a Mãe Eufrazina, que possui um terreiro de umbanda na zona sul da capital, a morte de Oscar é um fato marcante. “Estamos muito abalados. Eu estava no interior e soube da notícia. Jamais esperaria que acontecesse isso com ele, que é uma referência não só para o candomblé, a religião dele, mas como para todos nós”, declara.

Mãe Eufrazina conta que em seu terreno, assim como em outros, hoje não haverá a gira, o ritual religioso. “Todos os terreiros gostavam muito dele. Ele era uma pessoa extremamente ensinada. Com certeza, o povo da Bahia, onde ele também é muito querido, está mobilizado e vão estar aqui”, afirma.

A religiosa explica que iria abrir o cortejo da Cultura Negra Estaiada na Ponte ao lado de Oscar de Oxalá, evento que iria acontecer no próximo dia 30 de agosto e que visa aglutinar os seguidores das religiões de matrizes africanas em Teresina.

Candomblé e Umbanda
Oscar de Oxalá era ligado ao Candomblé, religião de origem puramente africana, que possui rituais de culto aos orixás que “ocupam” os seus médiuns. Já a Umbanda tem elementos do candomblé, mas também possui traços de religiões como o catolicismo, espiritismo e raízes indígenas e pode haver incorporações dos seus médiuns com entidades como preto-velhos, caboclos, boiadeiros, entre outros.

 

Carlos Lustosa Filho
redacao@cidadeverde.com

 

Extraído do site CidadeVerde.com

http://cidadeverde.com/religiosos-da-bahia-devem-prestar-homenagens-a-oscar-de-oxala-170826

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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