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Reverência aos Orixás

  Enviado Direto da Redação03/04/2017 às 10:30h
O CD tem faixas dedicadas, individualmente, a cada divindade e com textos em primeira pessoa
Foto: Luiz Nicolella
Uma fusão dos cânticos sagrados entoados nos templos de matriz africana com a música erudita. É assim que pode ser definido “Balé dos Orixás”, o novo álbum de trabalho do compositor e cantor gonçalense Altay Veloso, de 66 anos. Lançada há duas semanas, a coletânea conta com 11 faixas dedicadas, individualmente, a cada divindade, e ainda com um texto inédito em primeira pessoa. Como inicialmente pressupõe, o álbum foi desenvolvido para nortear um espetáculo de balé. Todavia, de acordo com o compositor, a gravadora paulista Obi Music o convidou para um lançamento em formato de CD, físico e digital. Para Altay, a obra é fruto de uma experiência e proximidade da sua obra musical com a cultura africana. “Sou um seguidor e tenho uma relação muito próxima com os cultos de matriz africana. Minha mãe foi sacerdotisa de um terreiro de Umbanda e ouço os tambores desde menino. Tenho muito respeito por todas essas nações, que sobreviveram a 400 anos de escravidão e, mesmo assim, mantiveram a cultura acesa. Foi muito natural o período de criação e estou muito feliz com a repercussão desse trabalho”, disse. As faixas são junções de cânticos tradicionais de cada Orixá, no entanto, com nova roupagem que traz instrumentos como cellos, violinos e oboés, além dos tambores. A ordem do repertório é: Exu, Ogum, Iansã, Xangô, Oxum, Oxóssi, Iemanjá, Nanã, Omulu, Oxalá e Preto-Velho e Ibejada. “Os cânticos são tradicionais dos cultos e, aos poucos, fui gravando a parte instrumental. Já os textos que foram incluídos nas faixas, escrevi em primeira pessoa. Fiquei receoso se estava fazendo o certo, mas fui orientado por uma Preta-Velha que me acompanha e disse que eu não estava sozinho”, contou. O álbum está disponível para download no iTunes, Amazon e Spotify, além da versão física. Amante da tecnologia, Altay conta que busca sempre estar atento aos inventos tecnológicos e considera a internet uma grande ferramenta para a propagação de músicas independentes. “Vivo para a música desde pequeno. Não acho que a estrada musical tenha que ficar limitada. Acredito que há sempre uma estrada nova para que a gente aprenda novas coisas, seja de equipamentos eletrônicos ou de mídia digital”, revelou.   Outros projetos para 2017   O “Balé dos Orixás” não será o único projeto de Altay Veloso para 2017. Ainda neste ano, o artista promete lançar um livro e outros dois álbuns musicais. Para o gonçalense, são trabalhos totalmente diferentes que prometem enriquecer ainda mais sua carreira. Intitulado de “Lábios de Cuba Libre”, o livro tem previsão de lançamento para maio. Segundo o artista, trata-se de um romance que tem como pano de fundo a cidade do Rio de Janeiro, no período entre 1989 e 2013. A obra gira em torno de personagens negros, que trabalham com música e teatro em solos cariocas. “O público pode esperar um trabalho bastante engraçado e bem humorado”, contou Altay. Botafoguense de coração, o gonçalense terá como mote para o segundo álbum do ano o Flamengo. O artista promete que até junho chegue às lojas um CD com canções inéditas - compostas junto com Paulo César Feital - sobre o time, que possui o status de maior torcida do Brasil. As músicas também contarão com parcerias inéditas. Por fim, já na segunda metade do ano, Altay revela que pretende lançar uma coletânea com aproximadamente 16 faixas de canções suas que foram sucesso em grandes vozes da música nacional, como Alcione, Alexandre Pires e Belo. Este álbum também contará com participações para lá de especiais, que o artista prefere deixar em segredo.   Extraído do site do Jornal O São Gonçalo / São Gonçalo – RJ http://www.osaogoncalo.com.br/geral/23417/reverencia-aos-orixas

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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