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RIO RECEBE A VISITA DE REI DA NIGÉRIA

21/11/2014 – 18:26h – Atualizado em 21/11/2014 – 18:46h

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Monarca foi recepcionado pelo titular da SEASDH, João Carlos Mariano, que representou o governador

 

 Em meio ao feriado prolongado que marcou uma das datas mais importantes para a população negra no Brasil, o Dia da Consciência Negra (20 de Novembro), o rei Al-Maroof, da Nigéria, realizou uma visita ao Rio de Janeiro. A comitiva do monarca de Ifon-Osu foi recebida, nesta sexta-feira (21), pelo secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, João Carlos Mariano, que representou o governador Luiz Fernando Pezão. O encontro ocorreu na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, no Centro. A agenda do obá no estado teve como o objetivo estreitar relações com o governo e comunidades culturais e representantes de religiões de matriz africana.
Considerado a presença de Oxalá na terra, ele também esteve em cinco cidades de São Paulo, onde cumpriu protocolos diplomáticos. O obá faz parte de famílias que compõem as monarquias tradicionais na Nigéria. São quatro grandes impérios, entre os quais o de Iorubá, um dos povos que mais sofreu com a escravidão durante a colonização brasileira. Em 20 de fevereiro de 2008, Al-Maroof passou a ocupar o trono de Olufon de Ifon no estado de Osun e adotou o nome de Olumoyero II.
O rei Al-Maroof e a esposa, Olori Adebola, chegaram à igreja pouco antes do meio-dia. Estavam presentes membros da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, a mais antiga ligada aos negros em todo o Brasil. O grupo, hoje com mais de dois mil integrantes leigos, foi criado em 1.640. Pouco mais de 20 anos antes da fundação do templo.
O monarca também conheceu o Museu do Negro e recebeu presentes. O titular da SEASDH, João Carlos Mariano, entregou um livro sobre a história das comunidades quilombolas e uma cópia do Plano Estadual de Igualdade Racial, pioneiro no País, lançado no ano passado.
Na recepção, João Carlos Mariano falou em nome do governo e agradeceu a visita da comitiva real. “Estamos sempre lutando por uma sociedade igualitária”, afirmou o titular da SEASDH. Al-Maroof agradeceu a atenção e salientou a importância do trabalho pela igualdade de direitos e equilíbrio. “Não pode existir mais separação”, discursou.
O comitê responsável pela visita do rei nigeriano explicou que o monarca veio ao Brasil com o objetivo principal de fazer a reaproximação com o povo tradicional de matriz africana, em especial o iorubá, de suas origens nigerianas. Na primeira estada no País, a comitiva aproveitou a oportunidade para o estabelecimento de contatos na área da cultura, do conhecimento e até relações comerciais.
Ele demonstrou o interesse em difundir ainda mais a cultura afro nas escolas brasileiras, como determina uma lei já aprovada, e incentivar intercâmbios culturais e de idiomas, sobretudo, entre os jovens das duas nações.
A ideia da visita surgiu por um desejo do monarca. Ele demonstrou interesse em conhecer o Brasil e, a partir dessa informação, foram montados comitês de recepção. Logo depois do desembarque no Estado, na quinta-feira, o rei visitou o Cais do Valongo, área portuária do Centro do Rio, por onde passaram cerca de um milhão de africanos escravizados, segundo historiadores.
Depois, o cais foi escondido para receber a futura imperatriz, Tereza Cristina, que chegaria ao Brasil para o casamento com D. Pedro II, em 1843. Há alguns anos, houve o resgate histórico da estrutura, que conta um pouco da chegada dos povos negros ao Brasil.

 

Extraído do site da Secretaria de Estado Assistência Social e Direitos Humanos – SEASDH

Veja mais fotos da visita do Rei ao Rio de Janeiro na página do Jornal Awùre no facebook: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.873485506016522.1073741870.292866740745071&type=3

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