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RJ é o 2º estado com o maior número de casos de intolerância religiosa

Dados foram divulgados pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
Apenas em 2014, foram registradas 21 denúncias de ofensas à religião no RJ.

Do G1 Rio | 11/09/2014 07h17 – Atualizado em 11/09/2014 10h32

 

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Rio de Janeiro é o segundo estado com o maior número de casos de intolerância religiosa, atrás apenas de São Paulo. Os dados são da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Apenas em 2014, foram registradas 21 denúncias de ofensas à religião no Rio. A situação preocupa autoridades e líderes religiosos, como antecipou o G1.

O procurador da República Jaime Mitropoulos bloqueou na Justiça a exibição de 15 vídeos preconceituosos na internet. Em um dos vídeos, uma liderança religiosa dizia: “Toca no irmão do teu lado e diz, você pode fechar todos os terreiros de macumba do teu bairro”.

De acordo com Mitropoulos, “a medida em que existem indícios de que uma pessoa está veiculando mensagens expressamente de intolerância e discriminação, preconceito com base em motivos religiosos ela está sujeita à lei penal, e como tal elas merecem e devem ser processadas para, ao fim do processo, receberem as penas adequadas”, falou o procurador Jaime Mitropoulos.

No mais completo mapeamento já feito no estado do Rio de Janeiro sobre intolerância religiosa, dos 840 terreiros de umbanda e de candomblé pesquisados, 430 informaram terem sido alvo de agressão ou discriminação. Em quase 40% dos casos a responsabilidade pelos ataques foi atribuída a evangélicos.

 

A coordenadora do curso de pós-graduação em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), professora Sônia Maria Giacomini é uma das autoras do livro “Presença do axé, mapeando os terreiros do Rio de Janeiro”. Ela assinou o capítulo que revela o preconceito contra os seguidores da umbanda e do candomblé.

“As práticas os objetos, o que envolve a pratica dos cultos às religiões como o candomblé e a umbanda não são reconhecidos como um direito, como práticas que são práticas de fieis de uma religião, pessoas que tem convicções como religiosos de qualquer religião”, afirmou Sônia Maria Giacomini.

À frente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, que é casado com uma evangélica neopentecostal, lembrou que a maioria dos evangélicos não apóia os ataques. Para evitar a ação de uma minoria radical, ele defende medidas de segurança mais eficazes.

“Tem que ser criada uma delegacia especializada de crime de racismo e intolerância religiosa e um trabalho muito maior de você respeitar a diversidade religiosa que existe no nosso país”, falou Ivanir dos Santos.

Evangélico da Igreja Presbiteriana, reverendo Marcos Amaral criticou duramente quem não respeita a religião dos outros. “Pra nós é absolutamente estranho vermos alguém ler o outro pela sua condição religiosa, e pior, discrimina-lo, tentar aniquila-lo. Isso não é cristianismo. Isso talvez explique que quem prega esse tipo de prática, não tem o cristianismo como base””, disse Marcos Amaral.

Amigos há muitos anos, Ivanir dos Santos e Marcos Amaral estarão juntos na Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa no dia 21de setembro em Copacabana, na Zona Sul.

A pena para crime de preconceito varia de um a três anos de prisão, além de multa. Ivanir dos Santos, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, e o chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, vão se reunir nesta sexta-feira (12) para discutir o aumento de casos. Denúncias de ofensa à religião podem ser feitas para o Disque Direitos Humanos pelo telefone 100.

 

 

Extraído do portal de notícias G1

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/09/rj-e-o-2-estado-com-o-maior-numero-de-casos-de-intolerancia-religiosa.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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