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Sabe os bandidos que obrigaram mãe de santo a destruir terreiro? Castigo chegou

Criminosos que obrigaram uma simples mãe de santo a destruir seu templo foram todos identificados.

 

Especialista em TV & Famosos

Autor do artigo (Revisado por B. Duarte)

 

Um dos casos contra religiões mais chocantes dos últimos tempos ocorreu no Rio de Janeiro. Traficantes que garantiam agir em “nome de Jesus” atacavam terreiros da cidade maravilhosa. A mãe de santo Carmem de Oxum acabou tendo o seu drama conhecido por todo o Brasil. Após ser obrigada a destruir suas próprias imagens, a mãe de santo decidiu sair da favela.

Chamada de “diaba chefa”, Carmem foi obrigada a destruir o que tinha em prol dos pedidos dos traficantes que são evangélicos. O caso dela não é único na cidade maravilhosa. Pelo contrário, milhares de pessoas acabaram sofrendo ações parecidas em inúmeras ações do gênero nas favelas cariocas.

‘Em nome de Jesus’, bandidos evangélicos acabam realizando atrocidades em comunidades

Em entrevista à Veja, que fez uma matéria sobre o assunto, a mãe de Santo, que já viajou o mundo para mostrar a religião de candomblé, garante que larga tudo, mas não larga a sua fé. Os traficantes que a atacaram estavam com muito ódio de tudo o que ocorreu. Carmem viajaria apenas em 2019 para a Suíça, mas decidiu antecipar uma viagem para fazer essa troca importante na vida.

A história da mãe de santo que brigou com bandidos por conta de sua fé

Antes de ser mãe de santo, Oxum vendia roupas. Viúva, ela cresceu criando os filhos sozinha e vivendo de alugueis, além das doações dos seus fiéis. Apenas aos 33 anos, ela decidiu se converter ao candomblé. O objetivo dela era conseguir ter a cura que tanto queria.

Ela disse que, caso necessário, até morre pela religião. Em tantos anos como mãe de santo, essa foi a primeira vez que a mulher realmente sofreu um ataque tão forte. No entanto, o drama da mãe de santo é uma realidade comum.

O preconceito religioso chega ao tráfico de drogas, no Rio de Janeiro

A intolerância também chega a partir de mensagens na internet. Os discursos de ódio são muito fortes. Nesse caso específico, a mãe de santo diz que não pretende voltar à comunidade. Ela deve ficar em um espaço alugado para continuar com o seu trabalho, tentando não temer as represálias.

Castigo aparece: bandidos são identificados e podem ser presos

Os criminosos em questão foram identificados e podem ser presos. Eles podem ficar anos na cadeia. “Mas o fato de ela não ter formalizado a queixa pode atrapalhar a ação penal, por falta de provas”, diz o delegado Adriano França, responsável pela investigação do caso que teve repercussão nacional.

 

Extraído do site Blasting News / São Paulo – SP
http://br.blastingnews.com/brasil/2017/10/sabe-os-bandidos-que-obrigaram-mae-de-santo-a-destruir-terreiro-castigo-chegou-002074009.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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