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Sabores afro-brasileiros ampliam proposta étnica

Meire Oliveira | Sex, 01/04/2016 às 23:00      
 Safira Moreira l Divulgação Bananica (bolinho de banana-da-terra com carne defumada, coberto com tapioca)
Safira Moreira l Divulgação
Bananica (bolinho de banana-da-terra com carne defumada, coberto com tapioca)
A representação da identidade étnica também encontrou espaço na mesa. Com a culinária, essa proposta é ampliada, pois aumenta a provocação dos sentidos ao encantar, também, por meio do paladar. O cardápio consiste na elaboração de pratos africanos ou afro-brasileiros. Sem contar as reinvenções que mesclam vários tipos de ingrediente, mas sem sair do universo identitário. É assim que Angélica Moreira atua no bufê que criou a partir do projeto Ajeum da Diáspora, que une gastronomia e cultura na valorização da culinária afro-brasileira há três anos. O cardápio consolidado na iniciativa que ocorre, aos domingos, no bairro do Tororó também é disponibilizado para eventos. "A partir do tema, penso no que pode ser servido, incluindo receitas tradicionais e adaptações a partir de experimentações que faço na cozinha", explicou. Elementos No ano passado, os coquetéis do  Festival de Música e Artes Olodum (Femadum), da exposição Mandela em Cartaz e do espetáculo O Canto da Voz Negra foram assinados por  Angélica. No Ajeum da Diáspora, elementos como  inhame,  quiabo,  gengibre e  maxixe são utilizados em pratos, entradas e sobremesas. "Desde a compra dos ingredientes na feira, vou pensando como incrementar um prato ou fazer algo novo", disse a empresária. A marca do Ajeum da Diáspora também é evidente na apresentação dos pratos. "Utilizo folhas, recipientes de barro ou cerâmica, além de outros objetos que estejam ligados a minha referência ancestral", contou Angélica Moreira.
Mugunzá nigeriano (milho branco refogado com azeite de dendê, camarão seco e pimenta); creme de aipim com chouriço
Mugunzá nigeriano (milho branco refogado com azeite de dendê, camarão seco e pimenta); creme de aipim com chouriço
Coquetel As irmãs que dirigem o Instituto Matamba, Gisele e Cecília, também oferecem coquetel com cardápio que inclui iguarias como aluá, caldos, abará, acarajé, pamonha, acaçá doce, aberém (feito com inhame), paçoca, beiju, bolinho de estudante e cocadas. "A gente já fazia a decoração e o receptivo temáticos, além da consultoria de figurino. O coquetel veio para complementar o serviço para que a identidade afro- -brasileira estivesse presente em todos os aspectos dos eventos que realizamos", explicou Gisele Matamba. A montagem do cardápio de cada evento realizado pelo Instituto Matamba também é personalizado. "Temos uma lista fixa dos pratos e bebidas que oferecemos, mas vamos adequando ao perfil de cada cliente", contou Cecília Kadile.   Culinária afro-brasileira - Bananica (bolinho de banana-da-terra com carne defumada, coberto com tapioca) - Bolinho de feijoada, beiju com geleia de pimenta e manjericão e purê de inhame - Espetinhos de queijo de coalho com castanha; tutu (pirão de feijão com carne de porco); salada de cenoura com vagem - Mugunzá nigeriano (milho branco refogado com azeite de dendê, camarão seco e pimenta); creme de aipim com chouriço - Fufu (bebida com aguardente, coco e gengibre); Dedeu (batida fresca de tamarindo); e Jajá (feita com maracujá) - Abunã (bolinho de feijão-fradinho com mariscos) e moelitas (moelas ensopadas com tomate e pimenta-calabresa)     Extraído do site do Jornal A Tarde / Salvador – BA http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1759183-sabores-afro-brasileiros-ampliam-proposta-etnica

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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