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Salvador ganha Centro de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa

 

dfgdgfRedação Correio Nagô – Será inaugurado nesta terça-feira (17), às 14 horas, em Salvador, o Centro de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, localizado no edifício Brasilgás, na Avenida Sete de Setembro. Este é o segundo centro especializado existente no País.

O Centro conta com profissionais especializados em psicologia, pedagogia, assistência social e jurídica para cuidar dos casos de vítimas de racismo e de intolerância religiosa. A finalidade é receber, atender, encaminhar e acompanhar toda e qualquer denúncia de discriminação racial e/ou violência envolvendo racismo ou intolerância religiosa. O horário de atendimento será de segunda-feira à sexta-feira, das 9h00 às 12h00 e das 14h às 17h00.

O equipamento público também vai executar as ações desenvolvidas pela Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, lançada em março deste ano. Dentre os serviços prestados estão: apoio psicológico, social e jurídico; cursos de capacitação e formação; debates, palestras, fóruns e oficinas; atuação nos casos noticiados pela mídia; pesquisas e projetos visando à garantia de direitos; além do acompanhamento do cumprimento de medidas judiciais dos condenados pelos crimes de injúria e racismo.

A unidade contará ainda com o Centro de Informações – uma biblioteca onde estarão disponíveis livros, periódicos, materiais multimídia e didáticos que tratem de assuntos ligados às questões raciais, educacionais, religiosas e de gênero, além do mapeamento dos terreiros de candomblé do Estado e dos assentos quilombolas. Será possível encontrar também um catálogo com endereços dos locais onde há material para pesquisas sobre o assunto, banco de dados atualizados com informações e estatísticas sobre os casos; e acervo audiovisual e bibliográfico.

Na área pedagógica, pretende-se, ainda, pensar em políticas de conscientização dos condenados. “Atualmente, os condenados por crimes de injúria e racismo entregam cestas básicas, fazem serviços de limpeza, mas isso não combate o racismo e a intolerância que carregam. É preciso um trabalho de conscientização, conhecimento e respeito”, destaca Lilian Rosa.

A inauguração contará com a presença do governador da Bahia, Jaques Wagner; do secretário Estadual de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio; e da ministra chefe de Estado de Políticas de Promoção da Igualdade racial, Luiza Bairros.

Iniciativa da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Sepromi), o Centro é fruto de um processo de articulação entre o Governo Estadual e o Governo Federal, através da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), em parceria com 20 entidades do poder público e da sociedade civil.

Para o secretário Elias Sampaio, o Centro é uma vitória da população negra e baiana e fruto do esforço do Governo da Bahia em criar mecanismos de combate aos crimes de racismo e intolerância religiosa. “A inauguração do Centro é uma vitória para os negros da Bahia e uma referência para o País. Desta forma, fortalecemos o atendimento jurídico especializado para dar mais agilidade pelo poder público na resolução dos casos”, afirma.

Integração – A Rede de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa propõe uma ação conjunta entre diversos órgãos do poder público e da sociedade civil organizada para promover a igualdade racial e garantir os direitos da população negra através de diversas ações que combatam o racismo e a intolerância. Atualmente ela é composta por sete entidades da sociedade civil e 21 órgãos públicos, dentre esses, cinco universidades: UESC, UESB, UFBA, UNEB e UEFS. As instituições vão colaborar com projetos e cursos de formação na área de direito voltados para questões raciais e de gêneros.

*Com informações da assessoria da Sepromi-BA

Extraído do Blog Correio Nagô:

http://correionago.com.br/portal/salvador-ganha-centro-de-combate-ao-racismo-e-intolerancia-religiosa/

 

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About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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