Breaking News

“SANTO FORTE” Herói cotidiano e compulsório 

Primeira produção nacional do canal AXN, série estreia em abril de 2015 com Vinicius de Oliveira como protagonista

 

 

 

Retorno. De volta à TV, Vinicius ficou reconhecido por sua atuação no filme “Central do Brasil”
Retorno. De volta à TV, Vinicius ficou reconhecido por sua atuação no filme “Central do Brasil”

 

PUBLICADO EM 02/11/14 – 04h00

 

Rio de Janeiro. João da Cruz (Vinicius de Oliveira) está sobrecarregado. É taxista, pai de família e vidente quando o dever chama. Anos atrás, cometeu um erro fatal e contraiu uma dívida com um pai de santo, que deu a ele o dom e a maldição de ter visões sobre as vidas das pessoas. É essa a premissa de “Santo Forte”, a primeira série brasileira do canal AXN, que estreia em abril de 2015. João preferiria ficar em casa com os filhos ou papear com os colegas na barraca do Dogão de Jesus, que ele frequenta, mas toda vez que pressente um problema na vida de um passageiro, tem o dever de fazer o possível para solucioná-lo. É um herói do cotidiano por obrigação, não por vocação.

Escrita nos moldes de seriados norte-americanos como “Família Soprano” e “Mad Men”, “Santo Forte” tem 13 episódios e uma estrutura narrativa que desenvolve algumas histórias principais. A série se passa no Rio, mas quem espera ver os cenários de Copacabana e do Pão de Açúcar ficará frustrado. Filmada em bairros do centro e da zona Norte, a produção mostra um Rio lado B.

“É um drama que tem um quê de sobrenatural, um quê de realismo fantástico. Mas tem um lado cotidiano. Ele é taxista, tem que correr atrás, tem problemas com a família”, diz Roberto D’Ávila, produtor da série. “E, ainda por cima, de vez em quando, ele vai cobrar uma corrida e, pumba!, tem uma visão. Ele já sabe o que fazer, está preso a isso. É um dom e uma maldição. Ele tem que achar um jeito de ajudar essa pessoa, quer ela queira ou não, quer ela saiba ou não”, descreve o produtor. Os passageiros que João tem de ajudar passam pelos problemas mais diversos. São prostitutas, banqueiros, velhinhas saindo de hospitais.

Vinicius de Oliveira, o protagonista, diz que seu personagem “entra numa guerra em que não pediu para entrar”. O ator é conhecido pelo papel do menino Josué no filme “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles. Desde então, fez participações em filmes como “Abril Despedaçado” (2001) e produções para a TV, como “O Rebu” (2014). “Santo Forte” marca seu retorno às telas como protagonista.

Na série, o público observa como a “jornada dupla” de João como taxista e herói por obrigação afeta seu convívio com a família, principalmente com Dalva – papel de Laila Garin –, sua mulher, uma dona de casa que vende produtos de beleza. “Dalva prefere não saber da vida dura de João. Ela o cobra da mesma maneira. Escolhi também não saber tudo o que acontece com João para guardar um frescor”, diz Laila, que venceu, em março, o prêmio Shell por sua atuação como Elis Regina no espetáculo “Elis, A Musical”. O roteiro foi escrito pelo norte-americano Marc Bechar, que, depois de quase 15 anos no Brasil, diz se considerar mais brasileiro que norte-americano. “Como estrangeiro morando no Brasil, sempre fui fascinado pela aceitação do sobrenatural que a gente vê aqui”, diz.

 

Extraído do site do Jornal O TEMPO / Belo Horizonte-MG

http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/her%C3%B3i-cotidiano-e-compuls%C3%B3rio-1.941132

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *