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Seguidores do candomblé fazem festa para louvar Oxum, em Moreno

Na quinta (16), festa na Praça da Bandeira teve festa, cânticos e danças.
Orixá é associado a N. Sra. do Carmo. Por isso, festas são no mesmo dia.

Do G1 PE | 17/07/2015 08h35 – Atualizado em 17/07/2015 08h35

 

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A quinta-feira (16) não teve festa religiosa apenas no Recife. Enquanto Nossa Senhora do Carmo era aclamada pelos católicos da capital pernambucana, os seguidores do candomblé reverenciavam Oxum em Moreno, na Região Metropolitana do Recife. A Odùn Ìyá Omi Odò, a Festa da Mãe das Águas do Rio 2015, encheu a Praça da Bandeira, no centro da cidade, durante a tarde.

Como mostrou o Bom Dia Pernambuco desta sexta (17), no coreto da praça, ficaram os tambores e os batuques. Em uma tenda, eram deixadas oferendas para Oxum. Os seguidores do candomblé ainda entoaram cânticos e dançaram para reverenciar o homenageado do dia e saudar os outros orixás. “A gente tem que dançar com a natureza para sentir a energia dele, a deusa das águas, a senhora do amor”, explica o Pai Preto.

Os seguidores do candomblé ainda explicaram que, no sincretismo religioso, Oxum é associado a Nossa Senhora do Carmo. Segundo Pai Alan, organizador da festa, a associação ainda é uma forma de resistência religiosa. “Os donos de engenho não queriam que a gente confessasse nossa fé, porque diziam que era coisa do diabo. Então, precisamos associar os orixás, nossos deuses da África, aos santos católicos. É o que a gente faz hoje [quinta]. Enquanto a Igreja Católica comemora Nossa Senhora do Carmo, o povo do terreiro está louvando Oxum”, conta.

A história ainda foi lembrada para pedir mais respeito entre os povos, além de recordar a importância da luta contra o racismo e a intolerância religiosa. “Queremos que todos os povos se unam e a cultura de paz se estabeleça no nosso país”, pediu a mãe Elza de Yemanjá. E o pedido parece que já começou a ser atendido. Durante a festa, muitos curiosos pararam para assistir aos rituais e também pediram respeito. A professora Fabiana Alves foi uma das que pararam para admirar a fé dos seguidores do candomblé. “Em pleno século XXI, precisamos avançar nisso e se igualar uns aos outros”, disse.

 

 

 

Extraído do portal de notícias G1 / Recife – PE
http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/07/seguidores-do-candomble-fazem-festa-para-louvar-oxum-em-moreno.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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