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Segunda edição do Afro Fashion Day terá 70 modelos e 50 marcas

O ponto alto será ao pôr do sol: um desfile na Praça da Cruz Caída, no Centro Histórico, com modelos e convidados negros como protagonistas, além de show surpresa

Verena Paranhos (verena.paranhos@redebahia.com.br)

03/11/2016 06:38:00Atualizado em 03/11/2016 06:59:22

 

Empoderamento, identidade negra, moda, música e atividades de formação ainda mais fortes. É essa a proposta da segunda edição do Afro Fashion Day, projeto idealizado pelo jornal CORREIO para marcar o Dia da Consciência Negra, celebrado no próximo dia 20.

Oficina de turbantes da 1ª edição foi sucesso (Foto: Jardim 634/Divulgação)
Oficina de turbantes da 1ª edição foi sucesso (Foto: Jardim 634/Divulgação)

Este ano, o evento gratuito foi ampliado para o fim de semana: começará no sábado, 19, às 9h, e terminará na noite de domingo, 20. O ponto alto será ao pôr do sol: um desfile  na Praça da Cruz Caída, no Centro Histórico, com modelos e convidados negros como protagonistas, além de show surpresa.

“O Afro Fashion Day entrou para o calendário de Salvador. Ele representa para o CORREIO sair das páginas e ambiente digital para viver experiências com o leitor. A gente quer sempre investir nesse tipo de projeto que tenha identidade com a nossa terra e com a nossa marca”, destaca o gerente de Mídias Digitais e Marketing do CORREIO, Fábio Góis.

Programação
Se estende para a Praça da Sé, que receberá, no dia 20, uma feira com mais de 50 expositores. Nos estandes serão vendidos artesanato, acessórios e roupas das marcas baianas que subirão na passarela, além de outros criativos. Haverá também um espaço dedicado à gastronomia baiana e food trucks. Tudo isso acompanhado de muita música.

As oficinas também foram ampliadas e passam a acontecer no Senac da Rua Chile. Serão dez cursos e palestras na manhã de sábado, sobre temas como empoderamento, beleza negra e empreendedorismo.

Outro destaque da programação é a exposição Visu no Pelô, com imagens de pessoas estilosas que circulam pelas ruas do Centro Histórico. A mostra a céu aberto tem curadoria de Paula Magalhães,  editora do Bazar, e de Léo Amaral,  produtor de moda do suplemento de domingo do CORREIO, com fotografias de Angeluci Figueiredo.

Dez oficinas acontecerão no Senac da Rua Chile na manhã do dia 19 (Foto: Jardim 634/Divulgação)
Dez oficinas acontecerão no Senac da Rua Chile na manhã do dia 19 (Foto: Jardim 634/Divulgação)

Moda das ruas
Com o tema O Grito das Ruas, 50 estilistas e marcas – 23 a mais que em 2015 – vão apresentar na passarela peças inspiradas na cultura afro-baiana. Também cresceu o número de modelos e convidados que irão desfilar os looks: serão 70, em vez dos 45 do ano passado.

“É uma vitrine para o mercado local. Muitos dos criadores vão produzir peças exclusivas com a pegada streetwear. Isso tem muito a ver com o momento que Salvador vive, em que o público jovem tem ocupado mais as praças. As pessoas que estão mais na rua e têm muito estilo”, avalia Fagner Bispo, responsável pela curadoria das marcas e modelos, juntamente com Gabriela Cruz, editora do Bazar.

 

Segunda edição do Afro Fashion Day terá 70 modelos (Foto: Jardim 634/Divulgação)
Segunda edição do Afro Fashion Day terá 70 modelos (Foto: Jardim 634/Divulgação)

Consolidação
A designer, estilista e pesquisadora Carol Barreto, que participa pela segunda vez do projeto, acredita que o evento repercute em toda a cadeia produtiva da moda: das empresas à formação universitária. “O nome Afro Fashion Day traz também uma responsabilidade política de ser crítico sobre qual moda produzimos, em que medida contratamos modelos negras. A reflexão que vale do ano passado para este é até que ponto a gente assumiu isso na nossa conduta pessoal e profissional”.

Em sua primeira edição, o Afro Fashion Day ganhou reconhecimento internacional: o projeto ficou em segundo lugar na premiação da Associação Internacional de Mídias Noticiosas (Inma), na categoria melhor uso de um evento para construção de uma marca noticiosa, concorrendo com um veículo dos Estados Unidos e outro da Austrália. “A Bahia é o maior caldo de cultura do Brasil e o CORREIO é protagonista nessa história. É um evento que veio para ficar e certamente vai virar um ícone da cidade, como o Festival de Verão, o Réveillon, o São João”, avalia o diretor-executivo do CORREIO, Roberto Gazzi.

 

Extraído do site do Jornal Correio 24hs / Salvador – BA
http://www.correio24horas.com.br/single-bazar/noticia/segunda-edicao-do-afro-fashion-day-tera-70-modelos-e-50-marcas/?cHash=f36b5b21decd9b565072e81b94c33721

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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