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Segunda etapa do Lagoas do Norte preserva tradições culturais da região

Todas as tradições culturais e religiosas da região norte da cidade serão preservadas

25/05/2016  09:31

Preservar a identidade, a cultura e as atividades dos povos tradicionais de Teresina. Com esse objetivo, o Programa Lagoas do Norte realizará amplo estudo antropológico na zona Norte da cidade, permitindo ao poder público um conhecimento detalhado das atividades tradicionais da região e melhor protegê-las.

Foto: Renato Bezerra
Foto: Renato Bezerra

“A Prefeitura de Teresina reitera o compromisso de proteger e preservar as tradições da cidade, especialmente sua cultura. O Lagoas do Norte é um programa de resgate do berço histórico da cidade, com a implantação de mecanismos contra as cheias e de sistemas de esgotamento sanitário, com vistas à melhoria da qualidade de vida da população. Mais que isso, o Programa está sendo concebido a partir do respeito à história dos primeiros habitantes, fundadores de Teresina, e suas tradições culturais e religiosas”, comenta Washington Bonfim, secretário municipal de Planejamento e Coordenação.

Ele ressalta que, por determinação do prefeito Firmino Filho, todas as tradições culturais e religiosas da região devem ser preservadas. “Por isso realizaremos o estudo antropológico, para melhor conhecer e garantir essa proteção. A zona Norte possui muitas casas de Umbanda e Candomblé e a Prefeitura tem um olhar muito sensível e respeitosos a essas tradições religiosas. Além disso, há outras comunidades tradicionais da região que também precisam ser preservadas”, completa Washington Bonfim.

Área vai ter Praça dos Orixás

Uma das ações que demonstram essa determinação de valorizar as tradições da cidade é a construção da Praça dos Orixás, na área do Parque Lagoas do Norte, que está em fase de licitação. O espaço foi idealizado e projetado em diálogo com representantes das religiões de matriz africana. O projeto final da Praça dos Orixás foi aprovado por pais e mães de santo em reunião realizada no final de abril.

A Praça contará com espaço para eventos, banheiro, estacionamento, além de 13 esculturas: dez orixás e três entidades, representando as religiões Candomblé e Umbanda. O novo espaço deverá refletir todo o simbolismo das religiões de matriz africana.

“Desde o início da concepção da Praça mantivemos estreitos os laços com os pais, mães e filhos de santo, especialmente aqueles dos bairros beneficiados pelo Programa Lagoas do Norte para que eles tivessem uma participação ativa em todas as etapas do projeto, afinal, essa Praça será construída em reconhecimento aos povos tradicionais. Durante a elaboração, fizemos diversos ajustes no projeto, de forma que atendessem aos seus anseios. É uma ação feita com eles e por eles”, declara o coordenador do Programa Lagoas do Norte, Erick Amorim.

Para o Babalorixá, Ominjadé de Oxum, Rondinele dos Santos, a Praça é um desejo muito antigo da comunidade. “Nós realmente estamos muito ansiosos com a construção da Praça, que deve se tornar um ponto turístico e cultural da zona Norte de Teresina. Eu acompanho o projeto desde o início e estou muito feliz em ver o sonho se tornar realidade. Além de termos um local que referencie nossa fé, ainda é uma forma de acabar com a discriminação e a intolerância religiosa”, observa.

Mãe Toinha de Oxóssi também compartilha o pensamento do Babalorixá. “A Praça dos Orixás mostra a nossa religião como tão boa quanto as outras, como igual às outras. E é esse sentimento de igualdade e de respeito a todos os tipos de fé que queremos cultivar”, pontua.

Projeto estimula sustentabilidade dos terreiros

Também em diálogo com os povos das religiões de matriz africana, a Prefeitura apóia o projeto Sustentabilidade de Povos de Comunidades Tradicionais de Terreiros de Teresina. O intuito é criar oportunidade de geração de trabalho e renda para essas pessoas através da produção de vestuário e bordados. No total, serão atendidos 20 terreiros, envolvendo cerca de 200 integrantes.

O projeto contará com consultorias, visando ao desenvolvimento de novos produtos e à gestão de empreendimentos solidários, fomentando o empreendedorismo e proporcionando ao mercado uma nova alternativa de consumo, com produtos contendo a identidade afrorreligiosa e contribuindo para a sustentabilidade destas comunidades. Os terreiros contemplados receberão com um ateliê com máquinas, mesa de costura e materiais necessários para a produção.

O projeto Sustentabilidade de Povos de Comunidades Tradicionais de Terreiros de Teresina é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Economia Solidária (SEMEST), em parceria com a Fundação Banco do Brasil.
 

Extraído do site do blog Capital Teresina / Teresina – PI
http://www.capitalteresina.com.br/noticias/cultura/segunda-etapa-do-lagoas-do-norte-preserva-tradicoes-culturais-da-regiao-41411.html

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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