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Semana da Festa Brasileira no Rio de Janeiro

Por: Pai Paulo de Oxalá em 11/08/17 05:02

De 15 a 22 de agosto, acontece no CRAB – Centro SEBRAE de Referência do Artesanato Brasileiro na Praça Tiradentes, Rio de Janeiro, a “Semana da Festa Brasileira”, uma série de conversas abertas e gratuitas em torno da exposição “Festa Brasileira: Fantasia Feita à Mão”, que tem curadoria do antropólogo Raul Lody, do professor de cultura brasileira Leonel Kaz e expografia do designer Jair de Souza. Entre os participantes estão os artistas Antônio Nóbrega e Regina Casé, o cineasta Belisário França, os colecionadores João Maurício de Araújo Pinho e Irapoan Cavalcanti de Lyra, o filósofo Fernando Muniz e a pesquisadora Flora Moana Van de Beuque.

Serão cinco encontros, em que se discutirão vários aspectos do extenso universo da exposição. “Festa Brasileira” reúne, em espaços interativos, máscaras, vestimentas, objetos, adereços, e instrumentos musicais produzidos por artesãos de todo o país para as grandes festas brasileiras, como a Congada, em Minas Gerais, as Cavalhadas, no Centro-Oeste, as Folias de Reis fluminenses, os Reisados, em Alagoas, o Maracatu Rural, em Pernambuco, o Bumba Meu Boi, no Maranhão, o Boi de Mamão, em Santa Catarina, o Carnaval, em várias regiões, e festejos rituais indígenas da região amazônica.

Um dos destaques da amostra é o conjunto de indumentárias e vestimentas de baianas, dentre elas, a roupa típica pertencente à Ègbọ́nmi Nice de Oyá do Àṣẹ Engenho Velho. Ègbọ́nmi Nice de Oyá foi iniciada há mais de 50 anos pela saudosa Mãe Teté de Yánsàn, e faz parte da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira, Bahia. A vestimenta da Ègbọ́nmi Nice foi bordada por Fernanda de Nàná na técnica de barafunda com pontos de asa de mosca e fundo de balaio.

A exposição, que fica até o próximo dia 28 de outubro em cartaz, celebra o fazer manual que está “por trás da exuberância visual das festas, de seus sons, ritmos e cores”, afirmam os curadores. Eles destacam que “Festa Brasileira torna visível o gesto amoroso de mãos que desejam preencher o mundo de beleza”.

Confira a programação:

15 de agosto, terça, às 18h30 – Curadoria e expografia: Como foi feita a exposição

Com Jair de Souza, designer, Raul Lody, antropólogo, e Leonel Kaz,

professor de cultura brasileira.

Como surge a ideia de uma exposição e como ela se desenvolve? Quais os critérios de pesquisa de fotos, vídeos, imagens? Quais os critérios para definir músicas, sonoridades? Como se “veste” uma exposição, como é o design dela? Quais os critérios para escolher os objetos? Um panorama completo para quem é curador, produtor, pesquisador de imagens, para quem faz ou curte exposições, sobre a montagem a de uma exposição.

16 de agosto, quarta, às 18h30 – O olhar do colecionador para o artesanato da festa brasileira

Com João Maurício de Araújo Pinho e Irapoan Cavalcanti de Lyra,

importantes colecionadores de arte popular, com participação de Raul Lody, antropólogo e curador da mostra.

Como se começa uma coleção? Como se escolhe um objeto ou pintura: quais os critérios? Existe um método para colecionar ou é pura intuição? Por que colecionar arte popular? Quais as aproximações entre o popular e o erudito? Uma fascinante palestra para quem quer mergulhar no universo do que é colecionar arte brasileira.

17 de agosto, quinta, às 18h30 – A máscara: dos gregos ao ritual da festa brasileira

Com Fernando Muniz, doutor em Filosofia pela UFRJ, com pós-doutorado na Brown University e na Northern Arizona University (NAU), EUA, e autor de “Prazeres Ilimitados”, entre outros livros. Participação de Flora Moana Van de Beuque, pesquisadora do Museu Casa do Pontal, doutoranda em antropologia na UFRJ.

O que é exatamente uma máscara, qual o seu sentido e função? Como explicar essa necessidade aparentemente universal de o ser humano usar máscaras? Perguntas que remetem às origens do emprego ritual da máscara, de seu aparecimento há sete mil anos, no Neolítico, e ainda mais à mitologia da máscara grega, em que deuses associados à máscara expõem a complexa relação que ela implica entre ela mesma e o rosto que esconde, entre nós e os outros, entre identidade e diferença. A palestra faz uma aproximação entre a mitologia da máscara grega (e sua derivação histórica) e seus ecos nas máscaras da festa brasileira. Flora Moana irá falar sobre sua pesquisa com as máscaras do Cazumbá.

19 de agosto, sábado, às 16h – O corpo e a dança na festa brasileira

Com Antônio Nóbrega, violinista e dançarino, “brincante” da festa, apresentador da série cinematográfica “Dança Brasileira”, e Belisário França, cineasta, diretor desta série.

Uma rara oportunidade única de assistir a Antonio Nóbrega, nascido em Recife, em 1952. É violinista desde criança. Entre 1968 e 1970, já participava da Orquestra de Câmara da Paraíba e da Orquestra Sinfônica do Recife. Em 1971, foi convidado por Ariano Suassuna a integrar o Quinteto Armorial, grupo precursor na criação de uma música de câmara brasileira de raízes populares. Fruto desse envolvimento com o universo da cultura popular, a partir de 1976, começou a desenvolver um estilo próprio de concepção em artes cênicas e música, presente em seus filmes e espetáculos. Uma aula-espetáculo a não perder, mostrando como se dança a Festa Brasileira.

22 de agosto, terça, às 18h30 – Origens e atualidade: a festa brasileira que está dentro de cada um de nós.

Regina Casé, atriz, comediante, inventora de personagens e performances, e uma das mais atuantes e influentes personalidades da vida cultural brasileira, vai falar sobre a festa que está dentro dela, como as que estão nas ruas de todo o Brasil, representadas na exposição do CRAB. Um especial momento para se ouvir, ver e viver a comovedora e onírica interpretação do Brasil, por Regina Casé.

SERVIÇO: “Semana Festa Brasileira – Conversas em torno da exposição”

Realização do CRAB – Centro SEBRAE de Referência do Artesanato Brasileiro

15 a 22 de agosto de 2017

Terça a quinta, às 18h30, e sábado às 16h

Entrada gratuita

Exposição “Festa Brasileira: Fantasia Feita à Mão”

Até 28 de outubro de 2017

Terça a sábado, das 10h às 17h. Nos dias de debates a exposição ficará aberta até às 19h.

Entrada gratuita.

Praça Tiradentes, 69, Cento, Rio de Janeiro.

Axé!

Extraído da coluna Religião & Fé , do Babalorixá Paulo de Oxalá, no site do Jornal Extra / RJ
https://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/pai-paulo-de-oxala/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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