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Seminário debate preservação da memória no candomblé e meio ambiente

30/01/2017 13:50

 

A salvaguarda do patrimônio cultural das religiões de matriz africana, preservação do meio ambiente, além da ampliação das políticas de combate às discriminações raciais e religiosas foram as discussões centrais do seminário “A alma das folhas: A natureza do candomblé e o candomblé para a natureza”, realizado neste domingo (29), no terreiro Manso Banduquenque (Bate Folha), em Salvador. Realizada pela Sociedade Recreativa, Cultural e Carnavalesca Bloco Alvorada, por meio do edital Novembro Negro, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), a iniciativa reuniu religiosos, intelectuais, artistas e diversos outros segmentos.

O representante da Sociedade Bloco Alvoradora, Vadinho França, destacou a importância das atividades, que encerram as comemorações alusivas aos 100 anos do terreiro Bate Folha, um dos mais emblemáticos espaços de candomblé do Brasil. “Estamos sempre preocupados com as discussões desta natureza. Pretendemos promover ainda mais eventos para discutir o enfrentamento ao racismo e às intolerâncias”, afirmou.

Liderança do Manso Banduquenque, o religioso Cícero Lima (Taata Muguanxi), ressaltou que o terreiro continuará com festejos e debates associados ao centenário. “Temos programado o lançamento de um livro da fotógrafa Marisa Vianna, além da criação de um memorial”, completou. Fundado em 1916, o espaço religioso possui extensa área remanescente de mata atlântica na ordem de 15,5 hectares e foi tombado em outubro de 2003 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), autarquia do Ministério da Cultura (MinC).

“O evento teve uma discussão muito vasta, iniciando com uma reflexão sobre a importância das folhas e da natureza para o candomblé, estendendo para as questões do empoderamento do povo de axé, política e representação nos espaços de poder. Trata-se de uma iniciativa fundamental para a afirmação cidadã deste segmento, contribuindo para relação do homem e da mulher com o meio ambiente e incentivando a busca por melhores condições de vida”, disse o assessor da Sepromi, Ailton Ferreira.

As atividades contaram com duas mesas temáticas, tendo a participação da fotógrafa e pesquisadora Marisa Vianna; da mestra em Estudo de Linguagem e doutoranda em Cultura e Sociedade, Carla Nogueira; do historiador, professor e PhD em História da Cultura Negra, Jaime Sodré; da educadora e makota, Valdina Pinto, dentre outras personalidades. O coordenador de Promoção da Igualdade Racial da Sepromi, Antônio Cosme Lima, também esteve no evento.

 

Extraído do portal do SEPROMI – Secretaria da Promoção de Igualdade Racial do Estado da Bahia
http://www.sepromi.ba.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1318

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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