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Seminário, música e filme celebram centenário do Terreiro do Bate Folha

Evento será no final de semana, dias 3 e 4, e terá ainda exposição e poesia.
Cerca de 200 pessoas devem passar pelo tempo sagrado durante dois dias.

Do G1 BA

02/12/2016 07h30 – Atualizado em 02/12/2016 08h11

 

Terreiro do Bate Folha celebra 100 anos com documentário, música, seminário e exposição (Foto: Marisa Viana/Divulgação)
Terreiro do Bate Folha celebra 100 anos com documentário, música, seminário e exposição (Foto: Marisa Viana/Divulgação)

O Terreiro do Bate Folha, que fica no bairro da Mata Escura, em Salvador, terá comemoração especial pelos 100 anos do templo sagrado. Nesse final de semana, dias 3 e 4 de dezembro, seminário, música, filme, poesia e exposição vão marcar o centenário do terreiro. Cerca de 200 pessoas devem passar pelo espaço.

A ocasião é para debater e apresentar a história do Terreiro, tendo como ponto crucial, a salvaguarda da religião do culto afro-brasileiro de Nação Congo-Angola (ou apenas Angola) na Bahia. Na ocasião será exibida um curta-metragem elaborado pela equipe da Agência Experimental de Comunicação e Cultura (AECC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) com falas dos filhos e filhas de santo do terreiro sobre a importância histórica para Salvador e, sobretudo, em suas vidas.

 

Programação
No sábado (3), a programação será iniciada às 9h30 com as falas dos zeladores do terreiro Nengua Gaguanssesse, Tata Muguanxi e Tata Kissendu, presidente da Sociedade Beneficente Santa Barbara. Às 10h40, Zulu Araújo irá proferir a palestra com o tema “Preservação de espaços sagrados: a importância da memória para terreiros de candomblé”. Na ocasião, será oficializado convênio da Fundação com o Terreiro para a construção do Memorial Terreiro Bate Folha, que será assinado, logo em seguida.

Pela tarde, a programação retorna com a conferência “Terreiro Bate Folha – espaço de salvaguarda da memória afrodescendente”, com a participação de Yeda Pessoa de Castro e de Ordep Serra, ambas da UFBA. A mediação será feita por Rogério Lima Vidal, da Uneb. Após a conferência, às 16h30, serão feitos os lançamentos comemorativos aos 100 anos do Terreiro Bate Folha. Para encerrar o primeiro dia do evento, às 17h, acontecerão as apresentações do Bloco Alvorada e do músico Gerônimo.

Terreiro do Bate Folha fica no bairro da Mata Escura em Salvador (Foto: Vanessa Avelar/AECC UFBA)
Terreiro do Bate Folha fica no bairro da Mata Escura em Salvador (Foto: Vanessa Avelar/AECC UFBA)

Já no domingo (4), as atividades começam com a mesa “Protagonismos das religiões de matriz africana”, às 9h30. Os palestrantes convidados foram Erivaldo Nunes, da UFBA, Camilo Afonso, Adido cultural de Angola, e Tata Tauá, do Terreiro Bate Folha.

A mesa “O candomblé de Angola e sua resistência cultural” será apresentada às 14h com os palestrantes Tata Nzazi, do Terreiro Tumbansé, João Monteiro, do Ilê Ogum Maata, e Carla Nogueira, do Terreiro Bate Folha. A conversa será mediada pelo professor da UFBA, José Roberto Severino.

Após os debates, será apresentado o Recital “Fala Preta”, unindo a Poesia de Landê Onawalê à Música e Teatro das atrizes e cantoras, Denise Correia e Luciana Souza e o musicista, Maurício Lorenço. O Recital é concebido e dirigido pelo ator Jorge Washington. Por fim, encerrando a programação de atividades comemorativas do Terreiro, será realizado o show de encerramento, às 17h30, com apresentação do Maracatu Nação Raízes de Pai Adão.

Exposição
Dois anos de vivência na comunidade religiosa do Bate Folha resultaram na exposição da fotógrafa Marisa Vianna, que estará aberta à visitação de 3 a 18 de dezembro, no Terreiro. Na mostra serão apresentadas fotos atuais do Terreiro e ficará acessível ao público no Terreiro do Bate Folha e, depois, percorrerá algumas galerias públicas, a fim de promover a divulgação do Centenário.

 

 

Extraído do portal de notícias G1 / Salvador – BA
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/12/seminario-musica-e-filme-celebram-centenario-do-terreiro-do-bate-folha.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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