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Série B: Unidos da Ponte traz a corte africana para a Intendente

 

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Após o 11°lugar no ano passado, a Unidos da Ponte vai saudar a história africana e tudo o que o continente africano trouxe para o Brasil. Com o enredo ‘Africanidades: Do continente negro à pequena África… Nossa identidade cultural’, desenvolvido pelo carnavalesco André Wonder, a azul e branco da Baixada espera conquistar o título.

– Nosso enredo aborda essa herança cultural, o legado que a cultura africana trouxe para o Brasil e que também foi produzido aqui. É dividido em dois setores: o  primeiro em tons quentes, representa a África ancestral com sua força, guerreiros, tribos e afins. O segundo setor vem após nossa alegoria e representa essa africanidade no Brasil após a libertação, com tons mais leves, questiona também se essa liberdade é festejada fora do carnaval. A ala das crianças apresenta a esperança de um mundo mais igualitário e justo. Uma das questões nesse desenvolvimento da estética foi apresentar fantasias leves para a nossa comunidade poder brincar e que possa cantar a plenos pulmões no desfile este samba que tem uma pegada incrível – disse André Wonder, carnavalesco da escola.

Gustavo Barros, atual presidente da escola, contou sobre o desafio de ter assumido a administração da agremiação no fim do ano passado. – Assumi a escola no susto em agosto, quando o antigo presidente renunciou e graças a Deus está dando certo, as fantasias já estão prontas, estamos finalizando nosso carro alegórico. O André Wonder está fazendo um trabalho primoroso. E nós vamos tentar trazer a Ponte de volta para Sapucaí, porque é o lugar que uma escola de tradição como a Unidos da Ponte merece estar – afrmou Gustavo.

O presidente revelou mais detalhes do desfile: – A escola vem com 13 alas, um carro e um tripé. A comissão de frente da escola, coreografada por Tina Bombom, representará o sopro sagrado de Olorum. Serão 10 leões e 1 Olorum representando a força africana. Nossas baianas vem representando as forças dos orixás e estarão após o nosso abre-alas. Nosso casal Johnny Mattos e Emanuele Martins representará a realeza africana. A bateria comandada, por Mestre Luygui, vem com 140 ritmistas, e eles vão representar a força de Ayo, o orixá do som. E a escola vem com cinco musas – comentou..

Samba-Enredo para o Carnaval de 2016

Compositores: Sidney de Pilares, Serginho Casto, Érico Rocha, Rodrigo Tutiki, Tavares, Fernandes, Thiago Brito e Dinho. Participação especial: Santoro e Alexander
Intérprete: Lico Monteiro

Sopro sagrado de Olorum
Criador dos meus ancestrais
O negro atravessou o mar
Com sua bravura veio aportar
Brilhou no horizonte a liberdade
Sou filho da esperança e da igualdade
No toque do xirê, um culto aos orixás
Traz a magia dos rituais

Ayô… Vem no toque do tambor
A negritude não vai se calar
E com a força desse povo vencedor
Ogã firma o ponto, saravá!

Tem feijoada, quer provar?
Olha o Akará do dendê, vem ver
Nos búzios a verdade é revelada
Na pequena África da Tia Ciata
Tem gingado ao som do berimbau
É canto, é dança, raiz cultural
Abre a roda ioiô… Iaiá…
Tem samba até o sol raiar

Tenho alma africana
É soberana a nossa fé
Vai renascer o meu sonho
E a Ponte traz axé!

FICHA TÉCNICA

Nome: Unidos da Ponte
Cores: azul e branco
Ordem de desfile: 11°
Enredo: ‘Africanidades: Do continente negro à pequena África… Nossa identidade cultural’
Carnavalesco: André Wonder
Direção de Carnaval: Gabriel Thompson, Daniel Macedo e Rozemberg Azevedo
Presidente: Gustavo Barros
Coreógrafo da comissão de frente: Tina Bombom
Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Johnny Mattos e Emanuele Martins
Intérprete: Lico Monteiro
Mestre de Bateria: Mestre Luygui

 

Extraído do blog Carnavalesco (especializado em Samba)/ Rio de Janeiro – RJ
http://www.carnavalesco.com.br/noticia/srie-b-unidos-da-ponte-traz-a-corte-africana-para-a-intendente/15929

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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