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Série Sons da Bahia será lançada nesta quarta-feira

Camila Botto | Ter, 24/05/2016 às 07:12

 

 

Autores da série: Carlos Barros, Carlos Ailton, Marlon Marcos, Ari Lima e Katharina Döring
Carol Garcia l Divulgação Autores da série: Carlos Barros, Carlos Ailton, Marlon Marcos, Ari Lima e Katharina Döring

A Bahia e sua vasta musicalidade ganham destaque na série Sons da Bahia, que será lançada na quarta-feira, 25, às 19h, no Palacete das Artes. Os cinco livros, idealizados pela antropóloga Bárbara Falcón, têm dois objetivos: dar à produção musical baiana tratamento acadêmico e, ao mesmo tempo, aproximar o público de trabalhos de pesquisa.

“Iniciando meus estudos na área de música, ainda na graduação, me deparei com a escassez de publicação nesse segmento, obras que pudessem me servir como referência e tive muita dificuldade em desenvolver meu projeto de pesquisa. Depois disso, durante o mestrado, constatei a existência de muitas pesquisas desenvolvidas na área de música que poderiam ser de interesse público. A Sons da Bahia tem como objetivo preencher uma lacuna existente nesse segmento”, diz Falcón.

A série é composta por  Cantador de Chula – O Samba Antigo do Recôncavo, de Katharina Doring;  Doces e Bárbaros – Um Estudo sobre Construções de Identidades Baianas, de Carlos Barros; Os Belos, O Trânsito e A Fronteira – Um Estudo Socioantropológico sobre O Discurso Autorreferente do Ilê Aiyê, assinado por Carlos Ailton da Conceição Silva;  Uma Crítica Cultural do Pagode Baiano – Música que se Ouve, se Dança e se Observa, de Ari Lima, e Oyá-Bethânia – Os Mitos de um Orixá nos Ritos de uma Estrela, de Marlon Marcos Vieira Passos.

Alemã, radicada na Bahia há 22 anos, em 1998, Katharina começou a pesquisar a história das músicas populares e negras em Salvador. “Fui pesquisadora do inventário e do dossiê do samba de roda para Unesco e desde então tenho desenvolvido inúmeros projetos, pesquisas e publicações em torno dessas temáticas em prol da salvaguarda do samba de roda do Recôncavo baiano”, explica a autora. “Queria dar atenção para a arte diversificada de cantar o samba de roda, reconhecendo a contribuição de personagens importantes, como também fiz questão de incluir mulheres sambadeiras, mesmo sabendo que a maioria dos cantadores  de chula são homens”.

Já Ari Lima pretendia interpretar e analisar a questão racial na Bahia e, mais particularmente, em Salvador, “considerando as práticas culturais da juventude negra e estigmatizada”. A ideia foi afastar qualquer preconceito. “Quis desmistificar o preconceito contra o pagode baiano, que se traduz no preconceito contra as culturas populares e, particularmente, se traduz no preconceito contras as práticas culturais negras antes que recebam algum selo de qualidade e beleza outorgado de cima para baixo, de fora para dentro”, explica.

Fã, Marlon fez sua ode a Maria Bethânia. “O primeiro impulso foi a paixão. Escolhi Bethânia e quis fazer esta junção com o seu orixá, Oyá. Bethânia sempre foi muito isso. Desde sempre a chamavam de orixá vivo. Esta relação não é invenção minha; só fiz, como antropólogo, analisar a junção do mito midiático (Bethânia) ao mito primordial (Oyá)”, conta.

No lançamento, o público pode comprar cada livro separadamente ao preço de R$ 15 cada ou a coleção pelo preço promocional de R$ 50.

 

Serviço

O que: Lançamento da série Sons da Bahia
Quando: quarta-feira, 25, às 19h
Local: Palacete das Artes
Entrada franca

 

Extraído da versão digital do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/cultura/literatura/noticias/1773082-serie-sons-da-bahia-sera-lancada-nesta-quarta-feira