Breaking News

Silas Malafaia chama de “otário” quem apoia proposta de cobrança de impostos sobre igrejas

 

12 de setembro de 2017

Uma proposta de cobrança de impostos sobre igrejas e templos de qualquer religião foi feita no portal do Senado e alcançou o mínimo de apoiadores para ser discutida pelos parlamentares. O pastor Silas Malafaia participou de uma audiência pública para discutir o assunto e classificou como “otários” os que defendem essa medida.

A audiência contou com a presença dos senadores Magno Malta (PR-ES), Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e José Medeiros (PDT-MT), além da cantora Lauriete, ex-deputada federal, e do pastor Silas Malafaia.

Verborrágico como de costume, Malafaia avaliou que a iniciativa é um despropósito: “Tributar a fé e a misericórdia de alguém é uma imoralidade. As igrejas utilizam o dinheiro para ajudar em projetos sociais. Eu não vou dar dinheiro para o Estado que não é capaz de fazer o papel social que a igreja faz. Isso é uma vergonha”, disparou.

A proposta de tributação das igrejas, católica e evangélicas, além de qualquer outro templo religioso, foi feita no portal do Senado pela engenheira Gisele Helmer, 32 , de Vila Velha (ES), que entende que o Estado laico deveria cobrar imposto de todas as religiões que permitam o enriquecimento de seus líderes.

A motivação para esse tipo de proposta é alimentada por escândalos de desvios de dinheiro de dízimos e ofertas, além de casos de construções de verdadeiros impérios, com megatemplos, emissoras de televisão, fazendas, empresas diversas, entre outros casos.

Ainda assim, a tributação das ofertas e dízimos dados pelos fiéis às igrejas resultaria em um cerceamento da liberdade religiosa, além de induzir muitas comunidades de fé à informalidade, já que a proposta prevê tributação apenas de templos com CNPJ.

Para o pastor Silas Malafaia, a proposta parte de uma visão limitada sobre a presença das igrejas na sociedade, e a tributação teria um impacto negativo em questões sociais, já que as denominações cristãs, em geral, sustentam projetos sociais em áreas onde o Estado não se faz presente.

“Isso é coisa de ‘esquerdopata’ que tenta atingir a igreja evangélica. Vamos dar gargalhada na cara desses otários. Quer tributar igrejas, primeiro tributa partidos políticos e sindicatos que também são isentos”, afirmou Malafaia. A imunidade tributária das instituições religiosas está prevista na Constituição de 1988.

De acordo com informações do Gazeta Online, os senadores Magno Malta e Ricardo Ferraço se posicionaram de maneira franca contra a proposta: “O exercício da misericórdia ninguém pode tributar e está previsto na Constituição. As igrejas são importantes no desenvolvimento de projetos sociais: um drogado fora da rua é um assalto a menos, um estupro a menos e uma mãe que para de chorar”, argumentou Malta.

Ricardo Ferraço prometeu que a proposta não passará no Senado: “Vamos matar na origem essa imbecilidade. O Estado cobra uma elevada carga tributária. Não podemos tirar da igreja que realiza projetos para enviar ao governo”, pontuou.

Já o senador José Medeiros, encarregado de produzir um relatório sobre a proposta, que pode conter uma recomendação para aprovação ou reprovação, afirmou que está ouvindo todos os lados, e que depois disso apresentará seu parecer.

“Tenho berço religioso e entendo que as igrejas não devam ser tributadas. Mas o mandato não pode ser de acordo com meus anseios, estou ouvindo a todos”, disse Medeiros, acrescentando que caso recomende a aprovação do projeto, sugeriria que os tributos fossem de 30%, “média da carga tributária no Brasil”.

 

Extraído do site de notícias religiosas Gospel Prime
https://noticias.gospelmais.com.br/malafaia-cobranca-de-impostos-igrejas-otario-92584.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *