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SSA: Aladilce indica festa de Iemanjá para patrimônio imaterial

6 DE FEVEREIRO DE 2014 - 17H10
A rainha do mar, Iemanjá / foto Thiago Albuquerque
A rainha do mar, Iemanjá / foto Thiago Albuquerque

A festa de Iemanjá, celebrada no dia 2 de fevereiro, poderá ser registrada como patrimônio imaterial caso o Executivo Municipal de Salvador acate o projeto de indicação da vereadora Aladilce Souza (PCdoB). Encaminhado nesta semana para o prefeito ACM Neto, o ofício é fruto do reconhecimento de uma rica tradição pesqueira, além da história de devoção que originou a festa à rainha do mar.

A vereadora pediu também o tombamento da Casa de Peso do Rio Vermelho, conhecida como Casa de Iemanjá, local que é o palco principal dos festejos à orixá. O projeto se baseia na lei municipal nº 8550/2014, que responsabiliza o município a proteger o seu patrimônio cultural mediante tombamento ou registro especial do patrimônio imaterial. O tombamento da Casa, além do reconhecimento da festa como patrimônio imaterial, seria a valorização de uma tradição que se iniciou em 1923, na aldeia de pescadores. Aladilce Souza enfatiza a diversidade cultural e a tolerância religiosa durante o festejo para reforçar a importância do registro especial. “Ela agrega fiéis das mais diversas religiões. Significa fé e tolerância”, afirma a vereadora. A festa é a única da cidade a cultuar exclusivamente uma orixá. Antes sincrética, o festejo sofreu o rompimento com a igreja em 1960, quando um padre teria chamado os pescadores de ignorantes por cultuarem uma sereia. De Salvador, Ana Emília Ribeiro Com informações da Ascom Aladilce Souza   Extraído do site Portal Vermelho.org.br http://www.vermelho.org.br/ba/noticia.php?id_noticia=235301&id_secao=58 A título de ilustração: A rainha do mar, Iemanjá / foto Thiago Albuquerque

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Ilé Asé Omin Oiyn, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Hoje, é editor do Jornal Awùre. Diretor Financeiro da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. Colabora com a assessoria de comunicação do PPLE - Partido Popular da Liberdade de Expressão Afro-Brasileira. É sócio diretor na agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras.

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